All Posts By

Ananda Urias

A mãe perfeita que eu nunca fui

O meu filho vai mamar só leite materno, dormir à noite toda, só vai comer alimentos saudáveis, vai andar antes de 1 ano, vai falar com facilidade, vai brincar sozinho, vai me deixar tomar banho e comer com tranquilidade, não vai estranhar novas pessoas, vai ser divertido e aberto a novas experiências.

Meu filho não vai dar escândalo no shopping, nem na loja de brinquedos. Vai obedecer aos meus pedidos de primeira! Não vai brigar na escola e nem morder os amiguinhos. Vai adorar banho e escovar os dentes! Vai ser estudioso e não vai assistir televisão ou vídeos no YouTube. Vai ser intelectualmente e emocionalmente estimulado a ser um líder da sua geração.

Agora que você já idealizou o seu filho, que tal aprender que filhos não são bonecos e não estão no mundo apenas para suprir expectativas maternas/paternas? “EU ERA UMA MÃE PERFEITA ATÉ TER UM FILHO” e descobrir que a minha idealização nunca seria uma realidade. Crianças têm qualidades e defeitos, personalidade e necessidades.

Até quando vamos escutar mães julgando mães porque o seu filho não cometeria aquele erro ou porque ela jamais tomaria aquela atitude?

Minhas filhas não dormem como eu gostaria, não comem como deveriam, não se comportam como eu sonhava, assistem televisão e canais de YouTube mais do que eu desejava, dão mais trabalho do que eu almejava. Mas todo dia elas me ensinam que é preciso amar os defeitos assim como as qualidades!

Basta! Não somos melhores do que ninguém. Está na hora de nos unirmos e urgentemente nos libertar dessa história mal contada de que estamos acima do bem e do mal. Isso tem nos feito muito mal!

Tenha compaixão e empatia pelo próximo, isso já faria a maior diferença nesse mundo doente e louco pela perfeição.

Texto: Ananda Urias
Quem concorda?

Beijos,
Ananda Urias
Ananda@maezice.com.br

Filho, eu não mereço ser amada todos os dias

Você vive a maternidade há quantos anos? Eu iniciei a minha jornada há 7 anos. 7 anos vivendo como uma mãe imperfeita.
Eu GRITO, eu perco o controle, eu choro, eu falo coisas das quais me arrependo… Eu peço perdão, recebo perdão, mas não me perdoou! “Coisas de mãe”, alguns vão dizer.

Coleciono dentro de mim uma imensidão de momentos que gostaria de apagar da minha vida materna, mas não dá. O que fiz, já foi feito. A gente se esforça, mas lá estamos nós, muito brevemente, cometendo o mesmo erro, chorando novamente, pedindo perdão e adquirindo mais um momento imperdoável para a coleção.

Como ser mãe é difícil, como a força do nosso próprio julgamento é implacável.
Hoje, em meio a um dia de glória materna, perguntei para Lara se ela me amava. “ah, que pergunta boba, né?” Não. Sou humana e nem sempre mereço ser amada! EU NEM SEMPRE MEREÇO SER AMADA.

A resposta foi surpreendente, emocionante, energizante: mãe, como não te amar?

Por hoje, só por hoje, escrevo para me lembrar de que apesar de não merecer, esse amor todo eu sempre vou ter. As falhas fazem parte do ser humano que somos! Não existe perfeição na maternidade, não existe perfeição nessa mãe que vos fala… Mas existe amor, boa vontade e acima de tudo, uma grande necessidade de ser todos os dias uma mãe diferente.

NÃO MEREÇO SER AMADA TODOS OS DIAS, mas sou. E é esse amor, apenas ele, que me carrega no colo e me leva pelo caminho certo em meio aos vendavais diários. Nossos filhos são os melhores motivos para se aprender a viver de novo, e novamente, todos os dias.

Texto: Ananda Urias

“E se o funeral fosse do seu filho?”

Sempre que acontecem acidentes envolvendo crianças, é comum encontrar nas redes sociais comentários sobre o ocorrido. Mas eu sempre fico chocada ao ler diversos comentários com perguntas como: “Onde estavam os pais dessa criança?” E pensamentos como: ” Isto é o que acontece quando você não está de olho nos seus filhos!” Precisamos urgentemente refletir sobre isso.

Pais, eu imploro, parem de culpar e envergonhar outros pais.

Trinta e cinco anos atrás, uma mãe foi fazer compras na loja de departamentos Sears. Ela queria apenas comprar lâmpadas para a sua casa e deixou o seu filho, uma criança de 6 anos de idade, com outro grupo de rapazes que estavam experimentando o novo jogo de Atari em um quiosque da loja. Adam Walsh, era um menino americano que foi raptado em Hollywood, Flórida, e mais tarde encontrado morto e decapitado numa cidade vizinha.

Trinta anos atrás, um bebê de 18 meses brincava com a irmã no quintal de casa quando a mãe deixou as crianças sozinhas para atender o telefone dentro da residência. Minutos depois, a criança desapareceu dentro do poço abandonado no quintal da sua casa. Depois de 2 dias e meio de trabalho árduo dos bombeiros, baby Jessica (como ficou conhecida no mundo inteiro) foi resgatada com vida.

Em ambos os casos, uma tragédia aconteceu – um trágico acidente, um imprevisto, ocorreu. Apesar de ter desfechos diferentes, ambas histórias moveram uma nação inteira de pais em prol de um objetivo comum: apoiar os pais que sofriam o luto ou a angustia.

Deixe-me repetir: Todos torceram juntos pelo resgate com vida das crianças. NÃO HOUVE JULGAMENTO. NENHUM JULGAMENTO. NENHUMA CULPA.

Sem perguntas, nenhum único: ” Onde estavam os pais?” – apenas um país de outras mães e pais, avós e vovôs, olhando com horror como um conjunto de pais, que passaram pelo inimaginável. Naquele momento, Adam era nosso filho. Jéssica era nossa filha bebê.

Aqueles pais eram nós. Aqueles pais poderiam ser eu e meu marido ou você.

Passando para 2016, o ano dos “Pais Perfeitos”.

Essa semana, um menino de 2 anos de idade, se divertindo próximo as águas das proximidades do lago mágico de um Hotel Disney, sucumbiu aos confins da mãe natureza. Um jacaré agressivo o arrastou para dentro da água, sob a vigilância de seu pai, que tentou lutar com o jacaré para libertar seu filho bebê. Puro horror. Os pais tiveram que assistir o seu bebê ser tomado das mãos deles, como se fosse algum documentário da National Geographic.

Um trágico acidente e imprevisível. Um acidente.

Choro por esta mãe e pai. Estou doente de angústia para a dor, agonia, tristeza e pesar pulsando em suas veias neste exato segundo. E eu aposto que você também está.

Mas nem todo mundo está.

Você vê, nós agora vivemos em uma época onde os acidentes não são permitidos acontecer. Você me ouviu: Acidentes, de qualquer forma, em qualquer forma e em qualquer momento, bem, eles simplesmente não acontecem mais.

Por quê? Porque existe a culpa e a vergonha.

Porque nós nos tornamos uma nação culpabilizadora

E como permitir acidentes se não podemos culpar ninguém? Certamente, eles não podem, certo? Quer dizer, atos aleatórios da natureza, tragédias inevitáveis e eventos de mudança de vida fatais que ocorrem em questão de nanosegundos não podem acontecer com pais responsáveis, certo? Não.

Eles não podem, porque este país e sua população de mães e pais “perfeitos” sentado atrás de teclados precisam acusar alguém. Eles precisam culpar, depreciar, criticar em todos os sentidos e em cada esquina a paternidade de outro.

E quando eles realmente começa a morder os lábios de culpa? Quando um trágico acidente acontece. É quando quem ataca está no seu momento mais frescos, quando emoção crua e ignorância colidem, e eles cavam suas garras em formas de palavras, e tomar posse de tudo o que enfeitam estas mães e os pais em luto e não deixaram nada em suas almas..

E então arrancam o que resta fora.

Ouça-me muito claramente, os pais perfeitos, muito claramente.

Eu estou farta!

Eu estou farta de percorrer comentários maldosos e ver perguntas como: “Onde estavam os pais?” E pensamentos como: “Isto é o que acontece quando você não ver os seus filhos.”

Eu simplesmente estou farta.

Eu tenho uma pergunta para os pais e mães que adoram apontar o dedo. Você sabe, aqueles que imediatamente culpam os pais, os que vão na Internet e digitam comentários como: “Isso não é nada, mas a negligência por parte dos pais”, e “Eles deveria ter conhecido melhor. Quem estava assistindo aquele menino? “, E meu favorito,” Eu nunca deixaria isso acontecer com meu filho. ”

Aqui está a minha pergunta:

Você já foi ao funeral de uma criança antes?

Eu já.

O funeral de uma criança é um evento na vida que você nunca, nunca quer experimentar.

Agora deixe-me fazer outra pergunta.

Na semana que vem, esses pais vão voltar para sua casa em Nebraska sem um dos seus filhos. Eles vão deixar um resort de férias, arrumando o pijama de Buzz Lightyear e seu cobertor favorito, e eles vão fazer uma viagem para casa extremamente difícil. Uma viagem que nunca, em um milhão de anos pensaram que estariam fazendo.

Eles vão se encontrar com um agente funerário, escolher um pequeno caixão, um pequeno terno e um sepultamento rodeado pela família. Eles vão enterrar seu bebê.

E eles vão sofrer todos os dias para o resto de suas vidas.

No funeral deste menino de 2 anos de idade, que morreu na frente de seus pais, você pode me fazer um favor? Você pode caminhar até a mãe e dizer as palavras que você acabou de digitar na semana passada? Você pode? Você pode recebê-la, abraçá-la, apertar a mão do pai e, em seguida, dizer: “Quem estava assistindo aquele menino? Você deveria ter conhecido melhor. Eu nunca deixaria isso acontecer com meu filho “.

Você pode fazer isso por mim? Quero dizer, você sentiu essas palavras tão profundamente em seu coração e alma que você digitou para um milhão de pessoas para ler. Certamente você pode dizê-lo direto para os rostos das pessoas que você significou para ele, certo?

Aqui, deixe-me ajudá-lo.

Arrumar o seu tridente por um momento e tente o seguinte:

Para a mãe e o pai que foi para uma caminhada em férias pela última vez com seu garotinho ontem, lamento profundamente que você teve que experimentar o pior tipo de tragédia possível, um acidente. Sofro com você. Seu bebê era meu bebê. Seu filho era meu filho. Não tenho nada além de amor para você, o amor para ajudá-lo a obter embora a dor ontem, hoje e para o que vai parecer nos amanhãs. Eu envolvo meus pensamentos e orações em torno de seu coração e alma doloridos. Que o Deus do universo, de alguma forma milagrosa traga paz para você e sua família.

Isso é o que você diz. E apenas isso.

Pare de culpar

Pare de envergonhar

Nas horas mais sombrias, será que podemos apenas amar os outros pais. Por favor?

Texto: Melissa Fenton
Tradução: Camila Nogueira/ adaptação: Ananda Urias

Esse texto tocou profundamente o meu coração e o da minha amiga Camila, por isso, quisemos compartilhar ele com vocês. Vamos refletir e convidar outros pais a fazerem o mesmo. As nossas palavras têm o poder de disseminar ódio ou cativar amor. Qual caminho você irá escolher? 

Beijos,

Ananda Urias
ananda@maezice.com.br
Instagram e snapchat: maezice
Fan Page: Fb.com/maezice
Youtube.com/maeziceblog
Grupo no Facebook Mãezice

Receita refogadinho de berinjela

Eu sou completamente apaixonada por beringela, mas pasme! nunca tive coragem de fazer em casa porque achava que seria impossível ter uma receitinha que fosse simples, fácil e gostosa! Até que tive a ideia de fazer uma berinjela refogada, da mesma forma que faço a minha carne moída, e o resultado não poderia ter sido mais deliciiiioso e fácil!

Vamos à receitinha?

Ingredientes:

  • 1 berinjela
  • 1 cabeça de alho picado e amassado
  • 1 tomate picado
  • 1 cebola picada
  • pedaço de pimentão verde, amarelo e vermelho (a gosto)
  • sal a gosto 
  • azeite de oliva a gosto
  • um pouquinho de água (só para não grudar na panela)
  • molho de tomate caseiro ou extrato de tomate

Como fazer:

Refoga a cebola e o alho no óleo, depois colocar a berinjela, tomate e pimentões cortados em cubinhos. Mexa um pouco, coloque um pouco de água, sal a gosto e molho de tomate caseiro ou extrato de tomate a gosto (eu uso extrato de tomate). Agora é só mexer tudo e fechar a tampa da panela! Em 15 minutinhos, você vai ter um delicioso refogadinho de berinjela! Perfeito não só para as crianças, mas para toda a família! Ah, e também serve de uma deliciosa entradinha para um almoço ou jantar especial.

Alicinha comeu tudo e aprovou a receitinha! 🙂

Espero que vocês gostem!

Beijos,

Ananda Urias
ananda@maezice.com.br
Instagram e snapchat: maezice
Fan Page: Fb.com/maezice
Youtube.com/maeziceblog
Grupo no Facebook Mãezice

Pacotes promocionais na Alegraê

Tá preparando a festinha do seu filho, filha, a sua festinha de aniversário, batizado, a festa do maridão, um jantarzinho especial em casa e quer fazer bonito? Então, se liga nessa super novidade que a nossa parceira Alegraê Locações preparou para vocês: Kits temáticos com valores super acessíveis para você organizar sozinha a sua festinha com muito charme e ainda economizar!

Tem kit para quem quer fazer um batizado lindo, uma festinha Candy Color, uma festinha com o tema surf moderninho, Mickey e Minnions. Lá na Alegraê você ainda encontra uma infinidade de peças lindas e exclusivas para locação que vão te ajudar demais. Tá esperando o que para conhecer a Alegraê e marcar a sua visita?
alegrae1 alegrae2 alegrae3 alegrae4 alegrae5

Para conhecer um pouco mais sobre as peças da loja, acessa aqui e não deixa de curtir a Alegraê nas redes sociais e conferir de perto tudo que eles tem para oferecer.
Beijos,

Ananda Urias
ananda@maezice.com.br
Curta nossa FanPage: Mãezice
Instagram e Snapchat: Maezice

Grupo no facebook Mãezice

A história de um new born que vai te emocionar

A história da bebê Aubrey vai te emocionar! 1 mês ainda de nascer, o seu pai, apaixonado por moto e futebol morreu de maneira trágica, pelas mãos de uma pessoa a quem considerava amigo. Convidada para fazer o NewBorn da baby Aubrey, a fotografa Kim Stone, contou em sua fan page que esse foi um momento difícil e ao mesmo tempo emocionante. “Dizem que anjos estão falando com bebês quando eles sorriem enquanto dormem. Acho que talvez seja verdade” 

As fotos do Newborn estão emocionando a todos nas redes sociais! Não é para menos, o rostinho angelical e o sorrisinho singelo da baby Aubrey nos dá a impressão de que ela está em paz perto dos objetos usados pelo seu pai.

maezice_bebe2

A fotografa recebeu a autorização da mamãe Kathryn para divulgar nas redes sociais a sua história e criar uma conta no Gofundme para arrecadar dinheiro para ajudar a baby Aubrey!

Emocionante, não é? Uma linda história de amor e que será futuramente uma linda história de superação.
Beijos,
Ananda Urias
ananda@maezice.com.br
Instagram e snapchat: maezice
Fan Page: Fb.com/maezice
Youtube.com/maeziceblog
Grupo no Facebook Mãezice

8 fatos sobre o sono dos bebês que todos pais deveriam saber

Para melhor entender como tornar possível que você e seu bebê apreciem a hora de ir dormir e permaneçam dormindo, aqui vão alguns princípios do sono que todo pai/mãe recentes precisam entender.

1. Como você dorme

Depois de vestir-se ou despir-se para ir para a cama, a maioria dos adultos relaxa para o sono ao executar vários rituais noturnos: leitura, música, TV ou sexo. Quando você adormece, os centros elevados no cérebro começam a descansar, possibilitando a você entrar nos estágios de sono profundo chamados “não-REM” (REM da sigla em inglês para movimentos rápidos dos olhos), ou sono profundo (também chamado de sono tranqüilo). Sua mente e seu corpo estão mais tranquilos durante esse estágio do sono. Seu corpo está parado, sua respiração está superficial e regular, seus músculos estão soltos e você está “chapado”. Depois de uma hora e meia nesse estágio de sono tranqüilo, seu cérebro começa a “despertar” e começa a trabalhar, o que tira você do sono profundo, trazendo-o para o sono leve ou sono ativo, chamado de sono REM (movimento rápido dos olhos). Durante esse estágio do sono seus olhos realmente se movem sob suas pálpebras enquanto seu cérebro se exercita. Você sonha e começa a se mexer e talvez até arrume as cobertas sem estar totalmente acordado. É durante esse estágio do sono que você talvez acorde para ir ao banheiro, para depois retornar à cama e mergulhar num sono profundo. Estes ciclos alternados de sono leve e profundo continuam a cada duas horas ao longo da noite, então um adulto típico pode ter uma média de seis horas em sono tranqüilo e duas horas em sono ativo. Portanto, você não dorme profundamente a noite toda, embora talvez sinta como se dormisse.

Início do Sono

2. Como bebês iniciam o sono – Você está embalando, caminhando ou amamentando seu bebê e as pálpebras dele começam a fechar assim que ele adormece em seus braços. Os olhos dele fecham-se completamente, as pálpebras continuam a tremer e a respiração ainda é irregular. As mãos e braços estão flexionados, e ele pode se assustar, contrair os músculos e sorrir rapidamente, é o chamado “sorriso do sono”. Ele talvez continue a sugar com a boca tremendo. Assim que você dobra seu corpo para colocar seu bebê “adormecido” no berço e tentar sair silenciosamente de perto, ele acorda e chora. Isso acontece porque ele não estava completamente adormecido. Ele estava ainda naquele estágio de sono leve quando você o colocou no berço. Agora tente novamente seu ritual noturno, mas continue por mais tempo (cerca de 20 minutos a mais). Você vai notar que o bebê pára de sorrir e de contrair-se; a respiração dele torna-se mais regular e superficial, os músculos completamente relaxados. Os punhos fechados abrem-se e os braços e pernas ficam pendurados como se não tivessem peso algum. Martha e eu chamamos isso de “membros bambos”, um sinal de sono profundo. O bebê agora está num sono mais profundo, permitindo que você o coloque no berço e saia de perto, suspirando aliviado e satisfeito porque seu bebê finalmente está descansando confortavelmente.

LIÇÃO NÚMERO 1 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Bebês precisam dos pais para dormir, não podem simplesmente ser postos para dormir. Alguns bebês podem ser colocados no berço sonolentos mas ainda acordados e cair no sono por si sós, outros precisam de ajuda dos pais, sendo embalados ou amamentados para dormir.

A razão é que, enquanto adultos podem geralmente ir direto para o estágio de sono profundo, bebês nos seus primeiros meses de vida caem no sono através de um período inicial de sono leve. Depois de 20 minutos ou mais eles gradualmente entram no sono profundo, do qual eles não são tão facilmente despertados. Como você provavelmente sabe por experiência própria, se você tentar apressar seu bebê para colocá-lo na cama enquanto ele ainda está no estágio inicial de sono leve, ele geralmente acorda. Muitos pais e mães me dizem: “Meu bebê precisa estar completamente adormecido antes que eu possa colocá-lo no berço.” Em alguns meses, alguns bebês podem cair num sono profundo mais rapidamente, ultrapassando o longo estágio de sono leve. Aprenda a reconhecer os estágios de sono do seu bebê. Espere até que seu bebê esteja num sono profundo antes de mudá-lo de um lugar para outro, como da sua cama para o berço ou da cadeirinha do carro para cama/berço.

3. Bebês têm ciclos de sono mais curtos que você. Permaneça em pé ao lado do seu bebê adormecido e observe enquanto ele dorme. Cerca de uma hora depois que ele adormece, ele começa a se encolher, revira-se um pouco, suas pálpebras mexem, ele esboça um sorriso, sua respiração torna-se irregular, seus músculos contraem-se. Ele está novamente entrando na fase de sono leve. O tempo de transição entre sono profundo e sono leve é um período vulnerável durante o qual muitos bebês vão acordar se houver algum estímulo desconfortável ou irritante, como fome.
Se o bebê não acordar, ele permanecerá neste período de sono leve durante os próximos 10 minutos e retorna novamente para o sono profundo. Os ciclos de sono dos adultos (passagem de sono leve para profundo e depois de volta ao sono leve) duram em média 90 minutos. Os ciclos de sono dos bebês é mais curto, durando 50 a 60 minutos, então eles vivenciam um período vulnerável para acordar no meio da noite a cada hora ou até menos. Quando seu bebê entra no ciclo de sono leve, se você colocar uma mão carinhosa nas costas dele e cantar uma cantiga de ninar calma, ou somente permanecer ao lado do bebê se ele estiver na sua cama; você pode ajudá-lo a superar esse período de sono leve sem acordar.

LIÇÃO NÚMERO 2 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Alguns bebês precisam de ajuda para adormecerem novamente.

Alguns bebês “auto-suficientes” podem superar o período vulnerável sem despertarem completamente e se eles acordam, eles podem retornar ao sono profundo sozinhos. Outros bebês precisam de uma mão carinhosa, uma voz ou o seio da mãe para retornar ao sono profundo. A partir destas diferenças únicas no ciclo de sono, aprendemos que um dos objetivos da atuação dos pais na hora de colocar os bebês para dormir é criar um ambiente que auxilie o bebê a superar o período vulnerável e retornar ao sono profundo sem acordar.

4. Bebês não dormem tão profundamente quanto você. Não só os bebês levam mais tempo para adormecer como também têm períodos vulneráveis para acordar com mais freqüência; eles têm duas vezes mais períodos de sono ativo ou leve que os adultos. À primeira vista, isso parece injusto com os pais cansados depois de um longo dia de cuidados com o bebê. Entretanto, se você considerar o princípio de desenvolvimento por trás da forma como os bebês dormem – ou não – por uma razão vital, pode parecer mais fácil para você compreender as necessidades do seu bebê na hora de adormecer e desenvolver um estilo de “hora de dormir” que ajude mais do que prejudique os ritmos naturais de sono do bebê. É aqui que aparecem os meus conflitos com os “treinadores de sono” modernos que recomendam uma variedade de técnicas e apetrechos para ajudar o bebê a dormir mais profundamente durante a noite – há um preço, e talvez, um risco.

Uma questão de sobrevivência
5. Acordar durante a noite traz benefícios à sobrevivência. Nos primeiros meses de vida, as necessidades do bebê estão no limite máximo, mas sua habilidade de comunicá-las é mínima. Suponhamos que um bebê permanece profundamente adormecido durante a maior parte da noite. Algumas necessidades básicas iriam permanecer não supridas. Bebês novinhos têm estômagos diminutos e o leite materno é digerido muito rapidamente. Se o estímulo de fome do bebê não o acordasse facilmente, isso não seria bom para sobrevivência dele. Se um nariz entupido e uma dificuldade respiratória, ou um ambiente frio o incomodassem e o estado de sono estivesse tão profundo que ele não pudesse comunicar tais necessidades, a sobrevivência dessa criança estaria em jogo.

Uma coisa que aprendemos durante nossos anos em pediatria é que bebês fazem o que fazem porque eles foram programados dessa forma. No caso do sono do lactente, pesquisas sugerem que o sono ativo protege os bebês. Imagine que seu bebê dormisse como um adulto, o que significaria o predomínio do sono profundo. Parece maravilhoso ! Para você, talvez, mas não para o bebê. Imagine que o bebê tivesse necessidade de calor, comida, ou uma via aérea desobstruída, mas porque ele estivesse dormindo tão profundamente ele não pudesse despertar e reconhecer ou agir para ter suas necessidades supridas. O bem-estar do bebê estaria ameaçado. Parece que bebês nascem programados com padrões de sono que possibilitam acordar em resposta a circunstâncias que ameaçam seu bem-estar. Nós acreditamos e pesquisas respaldam que os estágios freqüentes de sono REM servem ao melhor interesse psicológico dos bebês durante os primeiros meses, quando seu bem-estar está mais ameaçado.

LIÇÃO NÚMERO 3 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Encorajar um bebê a dormir profundamente demais, cedo demais, pode não servir ao melhor interesse de sobrevivência e desenvolvimento do bebê. É por isso que novos pais, vulneráveis aos apelos dos “treinadores do sono” para conseguir que seus bebês durmam a noite, não devem se sentir pressionados a conseguir que seus bebês durmam por tempo demais, profundamente demais, cedo demais.

6. Acordar durante a noite tem seus benefícios em termos de desenvolvimento. Pesquisadores do sono acreditam que bebês dormem de forma mais “inteligente” que os adultos. Eles teorizam que o sono leve ajuda o cérebro a desenvolver-se porque este não descansa durante o sono REM. De fato, o fluxo sanguíneo até o cérebro quase dobra durante o sono REM. (Esse aumento de fluxo sanguíneo é particularmente evidente na área do cérebro que controla automaticamente a respiração). Durante o sono REM o corpo aumenta a sua produção de certas proteínas nervosas, os “tijolos” de construção do cérebro. Acredita-se que a aprendizagem também ocorra durante o estágio ativo de sono. O cérebro pode usar esse momento para processar informações adquiridas enquanto desperto, armazenando o que é benéfico ao indivíduo e descartando o que não é. Alguns pesquisadores do sono acreditam que o sono REM age para auto-estimular o cérebro em desenvolvimento, provendo imagens benéficas que promovem o desenvolvimento mental. Durante o estágio de sono leve, os centros mais elevados do cérebro permanecem operando, mas durante o sono profundo esses centros são desligados e o bebê é mantido através dos centros inferiores do seu cérebro. É possível que durante o estágio de crescimento rápido do cérebro (o cérebro dos bebês cresce até cerca de 70% do volume adulto durante os primeiros 2 anos), o cérebro precise continuar funcionando durante o sono para desenvolver-se. É interessante notar que prematuros passam ainda mais tempo do seu sono (aproximadamente 90%) em REM, talvez para acelerar o crescimento cerebral.

Como se pode ver, o período da vida quando humanos dormem mais e o seu cérebro se desenvolve mais rapidamente é também aquele em que eles têm o sono mais ativo. Certa vez, quando eu estava explicando a teoria do sono leve que desenvolve o cérebro dos bebês, uma mãe cansada de um bebê muito alerta deu uma gargalhada e disse “se isso é verdade, meu bebê vai ser muito inteligente”.

7. À medida em que crescem, os bebês atingem a maturidade do sono. “Okay”, você diz, “eu entendo o planejamento do desenvolvimento, mas quando meu bebê vai dormir durante a noite toda ?” A idade na qual os bebês se acomodam – o que significa quando eles adormecem rapidamente e permanecem adormecidos varia enormemente entre os bebês. Alguns adormecem facilmente, mas não permanecem adormecidos. Outros adormecem com dificuldade mas permanecem adormecidos. Outros bebês que provocam exaustão nem querem adormecer nem permanecem adormecidos.

Nos primeiros 3 meses de vida, bebezinhos raramente dormem por mais que 4 horas seguidas sem precisarem de uma mamada. Bebezinhos novinhos têm estômagos diminutos. Mesmo assim, eles dormem um total de 14-18 horas por dia. Entre 3 a 6 meses de idade, a maioria dos bebês começa a se acomodar. Eles estão acordados por períodos maiores durante o dia e alguns podem até dormir por 5 horas seguidas durante a noite. Entre 3 a 6 meses, esteja preparado para uma ou duas levantadas durante a noite. Você também verá que o período de sono profundo aumenta. Os períodos vulneráveis para acordar durante a noite diminuem e os bebês são capazes de entrar num sono profundo mais rapidamente. Isso é chamado maturidade do sono.

Hábitos de sono
LIÇÃO NÚMERO 4 PARA OS PAIS NA HORA DE DORMIR: Um fato importante a ser lembrado é que os hábitos de sono de seu bebê são mais um retrato do temperamento do seu bebê do que o estilo de seus pais colocarem-no para dormir. Tenha em mente que outros pais geralmente exageram quanto à quantidade de horas que os bebês deles dormem, como se isso fosse um distintivo de “bons pais”, quando na verdade não é. Não é por sua culpa que o bebê acorda.

8. Bebês ainda acordam. Há uma variação entre os bebês sobre quando eles amadurecem para esses padrões de sono semelhantes ao de adultos. Entretanto, apesar de os bebês atingirem essa maturidade do sono entre a segunda metade do primeiro ano de vida, muitos ainda acordam. O motivo ? Estímulos dolorosos, como resfriados e dores da erupção dos dentes, tornam-se mais freqüentes. Acontecimentos importantes no desenvolvimento, como sentar, engatinhar, caminhar, levam os bebês a “praticarem” suas novas habilidades enquanto dormem. Então entre um e dois anos de idade, quando o bebê começa a dormir durante os estímulos para acordar acima mencionados, outras causas levam-no a acordar durante a noite, como ansiedade de separação e pesadelos.

Mesmo compreendendo o porquê de bebês terem uma tendência a acordar durante a noite, conclui-se que é importante tanto para pais quanto para os bebês terem uma noite de sono reparador, senão bebês, pais e seu relacionamento não vão vingar.
Traduzido por Flávia Mandic do site do Dr. Sears

Texto super esclarecedor e interessante, não é? Agora, quando um pai ou uma mãe disser para você: “mas seu filho não dorme a noite inteira?”, você já sabe que isso não é um problema não! 😉

Espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu.

Beijos,

Ananda Urias

Ananda Urias
ananda@maezice.com.br
Instagram e snapchat: maezice
Fan Page: Fb.com/maezice
Youtube.com/maeziceblog
Grupo no Facebook Mãezice

Depressão pós parto: precisamos falar sobre isso!

Tive um baby blues devastador, por pouco não me afundei a ponto de chegar até uma depressão pós parto. Algumas pessoas, principalmente nas redes sociais, que acompanhavam o meu trabalho chegaram a questionar os textos que escrevia na época, a maioria deles deixava muito claro as dificuldades que eu estava passando no momento. Mas as pessoas não estão prontas para acariciar uma recém mãe, é mais fácil julgar. Sempre esperam de nós uma felicidade incondicional, mesmo que em meio ao caos. Por isso, hoje, o nosso post é especial: Carol, a nossa psicologa materno infantil, blogueira no Infância e Maternagem, vai falar um pouco sobre a depressão pós parto e a necessidades que temos de falar URGENTEMENTE sobre esse assunto. Vamos nessa?

Sobre a devastadora depressão pós-parto

“Quando eu era pequena tive uma boneca linda que ganhei de presente no meu aniversario de 3 anos, mas um dia fui brincar na casa de uma coleguinha e esqueci de trazê-la de volta. Só percebi que estava sem minha boneca quando cheguei em casa. Lembro que chorei a noite inteira pensando que tinha perdido. Mas, aconteceu algo muito pior com ela e o que sinto hoje quando olho para minha filha de 45 dias é igual ao que sentia quando criança e olhava para minha boneca… Ela parecia estar morta. O cachorrinho da minha amiga tinha encontrado e mordido. Eu olho para minha bebê e sinto muita dor, é como se ela não existisse, e a dor que sinto é por esse vazio. Ela está ali, mas eu não consigo vê-la”.

Esse é o trecho de um depoimento de uma mãe que estava vivendo um doloroso processo emocional, uma depressão pós-parto violenta que tinha lhe roubado a expectativa da felicidade plena ao lado de um bebê desejado e deixado como vestígios uma dura realidade encoberta por uma fantasia obscura de dor e morte.

A chegada de um filho na vida de um casal é um dos mais intensos processos de subjetivação que precede mudanças emocionais, culturais e sociais. As expectativas depositadas sobre o papel feminino em relação ao exercício da função materna exercem uma pressão muitas vezes cruel. Nesse post abordo o tema da depressão pós-parto feminina, alguns estudos atuais já mostram que uma pequena parcela dos homens também apresentam sintomas depressivos após a paternidade, porém, é um assunto que merece um texto exclusivo.

Milhares de mulheres sofrem caladas

A pesquisa “Nascer no Brasil” relizada pela Fiocruz em 2014 constatou que, cerca de 26% das mulheres apresentam sintomas de depressão pós-parto aqui em nosso país, de um modo geral, os estudos apontam que até 20% das mães em todo o mundo sofrem com a manifestação dessa doença que devasta um dos momentos mais sensíveis da vida de uma mulher – a chegada de um filho.

Na maioria dos casos os sintomas surgem a partir das primeiras quatro semanas após o parto, alcançando sua intensidade máxima nos seis primeiros meses, porém, durante ou até mesmo antes da gestação já é possível perceber traços de vulnerabilidade: mulheres com algum histórico de outros transtornos afetivos; cesarianas não planejadas; mulheres que sofrem de TPM; que passaram por problemas de infertilidade; que sofreram dificuldades na gestação; vítimas de violência; mães solteiras; mulheres que perderam pessoas importantes, que perderam um filho anterior, cujo bebê apresenta anomalias, que vivem conflitos conjugal, que se casaram em decorrência da gravidez.

Saúde materno-infantil em risco

Este é um sério problema que afeta tanto a saúde da mãe quanto o desenvolvimento de seu filho, a maior dificuldade em nosso país é a falta de informações das equipes profissionais que lidam diretamente com as questões da gestação, e o difícil acesso da população geral às práticas de prevenção, pois, existe uma lacuna em nosso sistema de saúde quando se fala em bem-estar emocional.

Mas, será possível evitar que estes sintomas sejam desencadeados? Na verdade, os fatores relacionados à depressão são muito subjetivos e variados, porém, certamente, se houvesse uma política voltada para práticas tanto particulares quanto públicas de orientações e informações direcionadas ao conhecimento da população a respeito dos sintomas e ações de tratamento, provavelmente teríamos a chance de minimizar a intensidade e a duração do sofrimento materno-infantil.

Diferente do “Baby Blues”, a depressão pós-parto é mais intensa e os sintomas permanecem e se prolongam após o puerpério.

Os sintomas mais comuns são desânimo persistente, sentimentos de culpa, alterações do sono, idéias suicidas, medo de machucar o filho (o que provoca afastamento entre mãe e bebê), diminuição ou aumento exagerado apetite , redução do nível de processamento mental (raciocínio lento) e presença de idéias obsessivas ou supervalorizadas especialmente com conteúdos depreciativo.

A depressão materna no pós-parto tem conseqüências graves para a criança em diferentes áreas do desenvolvimento, prejudicando a formação do vínculo na relação mãe-bebê, o desenvolvimento neurológico, cognitivo e psicológico na infância, e consequentemente o desenvolvimento socioemocional na adolescência que perdurará por outras fases.

É preciso acolher e ouvir sem julgamentos

Essas mulheres e suas famílias precisam de apoio, depressão pós-parto não é uma rejeição á maternidade ou ao filho, são questões emocionais profundamente conflituosas e incompreendidas que estão em jogo, é um problema que precisa ser compreendido e tratado, e dispensa qualquer julgamento alheio e leigo. Precisamos acolher, e apoiar estas mães, ouvi-las e respeitar sua dor. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico é fundamental para a recuperação.

Se você conhece algum caso, tente ajudar, não julgue nem critique gratuitamente.
Texto: Carol Arruda
Instagram, facebook e blog: Infância e Maternagem

Espero que vocês tenham gostado.

Beijos,

Ananda Urias
ananda@maezice.com.br
Instagram e snapchat: maezice
Fan Page: Fb.com/maezice
Youtube.com/maeziceblog
Grupo no Facebook Mãezice

Socorro! Meu filho não faz cocô

Acredite, eu sei o que você está passando. No momento do desfralde, lá pelos 2 anos e meio, Lara começou a apresentar dificuldades para evacuar e constantemente nos víamos desesperados dentro de casa contando os dias, os minutos e segundos que faltavam para esse grande pesadelo acabar. Entre as principais características da constipação ou prisão de ventre está o número reduzido de evacuações, dificuldade para eliminar as fezes que se apresentam ressecadas, desconforto, distensão e inchaço abdominal e mal-estar. Não é a toa que todo mundo sofria, ela chorava, eu chorava e quem estivesse por perto chorava junto, afinal é muito doloroso ver uma criança abaladíssima, tendo que fazer uso de supositório (guardem essa informação, vamos falar sobre ela já já) e ficando cada dia mais traumatizada com um evento que deveria ser tão natural.

Lutamos atrás de médicos que entendessem o tamanho do nosso desespero, mas até os mais confiáveis nos garantiam que apenas uma mudança na alimentação seria o suficiente para o episódio mais longo de nossas vidas ter um final feliz. Mas convenhamos, se fosse tão fácil inserir certos alimentos na dieta das crianças a vida seria muito simples, né? O que não foi o nosso caso.

PSICOLOGA INFANTIL 

maezice_livro_coco_no_tronoLembro que na época, levamos Larinha à psicologa porque o pediatra chegou a dizer que a constipação era causada puramente para chamar atenção para algum problema que ela vivenciava. Apesar de não concordar com a teoria, a nossa psicologa da época (muito querida) indicou um livro que nos divertia muito nas idas ao banheiro. O livro Cocô no trono, deu uma certa leveza na hora de levar Lara até o ‘trono’. Já que, no meio de tantas confusões, ir ao banheiro já era sinônimo de muito caos e estresse.

SUPOSITÓRIOS

Lembra dos supositórios mencionados acima? Pois bem, durante o desespero, alguns pediatras sugeriram – em último caso – o uso de supositórios anais para auxiliar no tratamento da constipação. Claro que o uso sortiu efeito, ela enfim defecava, mas todo o processo traumatizou e traumatizaria qualquer criança. Por mais cuidadosa que seja a aplicação de um supositório, este é um remédio altamente invasivo e gera um estresse enorme e uma rejeição certeira. Se nós tivéssemos encontrado uma resposta mais rápido, confie em mim, eu nunca permitiria que a minha filha sofresse tanto com o uso desse medicamento, ele só é válido para urgências e em caso de crianças que não estão realizando um tratamento médico.

GASTROPEDIATRA

Quando tudo parecia não ter fim, já tínhamos passado por muitos pediatras competentes, lembramos que no início da saga uma amiga minha tinha sugerido a nossa ida a um gastropediatra, um médico que cuida exclusivamente do sistema gastro e de suas patologias. Logo na primeira visita, a doutora passou um remédio manipulado, o PEG 4000 em pó para ser misturado aos líquidos e o uso de fibra em pó na alimentação sólida, nada mais de supositórios ou medicamentos que não fossem de base natural!

Fizemos uso desse medicamento MANIPULADO e receitado pela nossa gastropediatra por dois anos, o primeiro ano de forma mais intensa e o segundo apenas em momentos que pediam certa atenção, pois esse é um processo lento. Durante esses dois anos, vivemos momentos bons em outros simplesmente se recusava a ir ao banheiro, as vezes a brincadeira era tão boa que ela deixava a vontade passar e isso também atrapalhava, mas durante dois anos tínhamos a solução e não precisávamos mais chorar de desespero e nem esperar o pior chegar para agir. Agora é só se ligar nas recomendações abaixo e auxiliar o seu filho a ter uma vida melhor!

  • Leve seu filho ao banheiro SEMPRE que perceber que ele está com vontade. Crianças dificilmente querem parar a brincadeira para ir ao banheiro, então cabe a você dar continuidade a brincadeira lá no banheiro.
  • Ofereça frutas com casca no intervalo das refeições
  • Tente administrar as situações de estresse e picos de ansiedade
  • Se nada der certo: procure um GASTOPEDIATRA

COMO ESTÁ LARA AOS 7 ANOS

Hoje, aos 7 anos, Lara já está muito melhor. Assim como toda pessoa, ainda temos dias sem ir ao banheiro, principalmente quando viajamos. Mas Lara já tem consciência da importância de ir ao banheiro na hora certa! Como passamos por momentos difíceis nos seus primeiros anos, com certeza esse será um assunto que sempre ficaremos de olho por aqui.

Qualquer dúvida ou sugestão, não deixe de comentar!
Conte a sua experiência para a gente, vai!
Beijos,

Ananda Urias
ananda@maezice.com.br
Instagram e snapchat: maezice
Fan Page: Fb.com/maezice
Youtube.com/maeziceblog
Grupo no Facebook Mãezice

Mãe, é impossível agradar a todos

Mãe que vive reclamando que está cansada é infeliz.
Mãe que vive em êxtase com a maternidade é mentirosa.
Mãe que teve parto normal é natureba
Mãe que teve cesárea é negligente
Mãe que amamentou por muito tempo é diferentona
Mãe que não conseguiu amamentar é egoísta
Mãe que tem babá é preguiçosa.
Mãe que não tem babá é pobre coitada.
Mãe que trabalha fora é despreocupada.
Mãe que fica em casa não faz nada da vida.
Mãe que voltou a forma, vai ao salão e tá sempre arrumada é fútil.
Mãe que luta contra os quilinhos extras, não consegue hora para ir ao salão e abandonou o salto alto é descuidada.
Mãe que faz blw é inconsequente
Mãe que dá papinha é desinformada
Mãe que dá colo demais é fresca
Mãe que dá colo de menos é insensível…

Não se preocupe tanto assim com o que vão dizer sobre ti. Na inquisição materna, o nosso maior pecado já foi realizado: MATERNAR, escolher e amar.

Eu sou aquela MÃE que escolhe com o coração, pro bem e pro mal, mas movida por amor. E você? Que tipo de mãe você é?

Texto: Ananda Urias
Por mais respeito à maternidade.

Beijos,
Ananda Urias

Sobremesa para bebê: docinho de pera

Oba! Hoje é dia de receitinha deliciosa e super simples de fazer por aqui. O DOCINHO DE PERA é recomendado para bebês a partir dos 6 meses de idade! Alice é apaixonada, completamente apaixonada, por essa sobremesa e eu adoro fazer quando vamos passear ou passar bastante tempo fora de casa.

INGREDIENTES:

  • 1 pera
  • canela a gosto
  • água mineral

COMO FAZER:

Corte a pera em pedaços e coloque em uma panela para cozinhar. Acrescente um pouco, muito pouco, de água apenas para a pera não pegar no fundo da panela! Coloque canela a gosto, mas lembre-se que quanto menor for o seu bebê, menor será a quantidade de canela. Mexa por cerca de 10 minutos, até que a pera ainda se mantenha em pedaços mas a misturinha já tenha uma leve consistência de doce. PRONTO, agora é só colocar para esfriar e servir.

O sucesso aqui é tanto que se eu deixar Alice come o docinho todo de uma vez, mas eu costumo dividir para duas vezes e ofereço ainda no mesmo dia! 🙂

Espero que vocês tenham gostado e lembrem que por aqui, temos várias receitinhas simples e fáceis de fazer para agradar com SAÚDE os nossos pequenos.

Beijos,

Ananda Urias
ananda@maezice.com.br
Instagram e snapchat: maezice
Fan Page: Fb.com/maezice
Youtube.com/maeziceblog
Grupo no Facebook Mãezice