desafio da maternidade: respeite a maternidade alheia.

desafio da maternidade: respeite a maternidade alheia.

Na vida, na maternidade, na decisão de não ser mãe: falta RESPEITO ao próximo. Falta empatia as escolhas alheias. E ainda ouso dizer que falta amor a sua própria história.

Ter filho é MUITO bom. Não ter filhos também é MUITO bom. Mas tê-los ou não tê-los é escolha. Escolha pessoal, intransferível e irrevogável. Uma vez realizado a escolha pela maternidade, tenha certeza, você nunca mais será a mesma.

Não serás perfeita, nem amarás “de cara” a barriga, nem se transformarás na paciência personificada, nem deixarás de sentir fome, sede ou sono. Terás a maioria das tuas mais primárias necessidades reduzidas à luxo. Um simples banho demorado será comemorado como um prêmio dos mais valiosos.

A maternidade transformará a tua vida de forma completa. Mas não se preocupe se ainda que nessa completude, você venha a sentir falta de quem era antigamente ou da vida “descompromissada” que levava.

TODAS mães, nem que seja por um dia sentem falta da leveza do “não ter filhos”, mas nem todas se sentem seguras o suficiente para admitir. Sem culpa, sem medo de ser julgada ou dita como uma péssima mãe, eu admito. Tem dias, que eu queria sentir um pouco a doce leveza da solidão descompromissada.

O amor materno é uma decisão, uma conquista diária. Como mãe, você vai precisar dançar (com muito gingado) entre os dias bons e dias ruins, ainda que com um sorriso nos lábios ou lágrimas nos olhos. Sempre flutuando entre o amor pelo filho e a falta dos momentos mais simplistas da vida.

Ser mãe não é ser perfeita, essa concepção é pura hipocrisia. A maternidade te fará viver o verdadeiro casamento da alma e do coração com alguém que você jamais irá se separar, nem em vida e nem em morte.

Não serás perfeita, e te aconselho a não tentar ser: o peso da perfeição vai estragar o que de melhor existirá entre você e o seu filho: um amor puro, sincero e real. Regrado a lágrimas e sorrisos, assim como a vida real é.


Ananda Urias
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Ananda Urias
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2 Comentários

  1. Lana Motta
    18 de Fevereiro de 2016 / 08:42

    é como eu disse no face
    Tudo bem ser mãe, mas não ser mãe…. Tudo bem também, ninguém tem nada a ver com isso.
    amo-te

  2. Mariana
    20 de Fevereiro de 2016 / 17:14

    Muito perfeito esse teu texto. Adoro a forma como você escreve. Acompanho deus textos desde a antiga página que escrevias. Tenho uma história parecida com a sua e a da sua filha mais velha. Fico feliz em ver que hoje estás bem e com a vida reconstruída.

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