“Ela não faz nada o dia todo” – mãe em tempo integral

“Ela não faz nada o dia todo” – mãe em tempo integral

No meio de uma pilha de pratos pra lavar, almoço por fazer, lava roupas trabalhando em larga escala, uma montanha de roupas para passar, casa para varrer, a bebê chora e a filha mais velha grita querendo atenção. Tem dias que a cabeça falha, o corpo implora por cinco minutinhos a mais de sono e mesmo assim ainda há quem diga que sou apenas uma mulher que vive as custas do trabalho do meu marido. Ainda dizem que o Brasil não vai pra frente porque existem mulheres que, assim como eu, pararam as suas carreiras para se dedicar aos filhos. “Por que vocês sabem, né? Essas são as mais preguiçosas. Não querem nada com a vida e odeiam trabalhar”.

Dia desses nas redes sociais, vi uma MÃE dizer que não consegue entender como alguém deixa de trabalhar para cuidar dos filhos. Desde esse dia, estou com um texto pronto na cabeça e cheia de certeza de que a nossa sociedade não vai pra frente porque ainda existe gente que prefere viver a vida da gente. Deu pra entender? Não? Então, senta aí que eu vou te explicar.

Sair para trabalhar não é tão fácil assim, eu já estive nesse lugar. Não deixei de ser mãe por causa disso, muito pelo contrário: sofria naqueles dias em que o trabalho não tinha hora para acabar. Sempre fui inquieta, obstinada, criativa e ficar algumas horas sem produzir sempre foi um martírio para mim. Pensava nela e pensava em mim. Repetia incansáveis vezes até tentar me convencer (as vezes, sem muito sucesso) de que era o melhor a fazer. E assim vivi alguns anos maternos!

Já virei noites em escritório sem colocar a filha para dormir, perdi os momentos mais importantes do seu desenvolvimento, acompanhava pela agenda e pela avó o seu dia a dia, falava “eu te amo” pelo telefone com a voz embargada porque eu queria mesmo era estar ali. Ao mesmo tempo que a vida de trabalho me tirava o dia a dia materno, ela me permitia ser produtiva, altiva, dona de mim e com certo dinheiro no bolso. Almoçava sem choro, sentada e sem pressa. Ia ao banheiro sem companhia. Vestia as minhas melhores roupas e estava sempre maquiada. Falava ao telefone sem interrupções. Eu tinha opiniões que iam além do enxoval, gases, como fazer uma criança dormir… eu vivia em dois mundos e nem sabia.

Hoje, eu não sou a mesma, tenho outros valores! Resolvi me despir de mim mesma e investir em afeto, em amor, em atenção, priorizar a infância das minha filhas e as suas necessidades tão primárias e fundamentais. Essa não foi, nem de longe é uma decisão fácil. Deixei o meu ‘eu profissional’ de lado e me tornei “apenas” mãe. Mãe criativa, mãe altiva, mãe produtiva, mas apenas mãe.

Hoje, vivo dias de cansaço extremo, dias de felicidade, dias de medo do futuro, dias de aperto financeiro, dias em que não posso tudo o que quero. Tenho companhia no banheiro, almoço em pé na hora que dá, varro a casa, lavo a roupa, passo a roupa, faço comida, dou banho, dou comida, dou amor, dou colo, dou afeto. Brinco, ensino, reclamo. EDUCO. Sou a primeira a ver todas as conquistas e fotografo para contar para o papai e para toda a família. Faço fantasias para economizar um “dindin”, coloco a mão na massa, me reinvento todos os dias.

Sou coruja, leoa, canguru, orgulhosa de quem me tornei, mas nem sempre sou respeitada, nem sempre sou compreendida. Somos seres (des) humanos, respeitar as decisões alheia não é o nosso forte. Quantas vezes me disseram que eu não tinha sequer motivos para ficar cansada? Que eu não tinha preocupações financeiras? Que eu devia saber de “có e salteado” as series e novelas? Na sua imaginação fértil, e só nela, eu sou isso.

Troco o seu pitaco por ajuda nas roupas, mas se não tiver nada de bom pra falar: pode calar. A minha escolha, você não vai mudar.

Ananda Urias
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Ananda Urias
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28 Comentários

  1. Sintia
    5 de Fevereiro de 2016 / 16:21

    Nossa compartilho totalmente do seu dilema, estou na mesma situação!! Com dias filhas uma de 8 e outra de 6 meses, e tem gente que acha que só fico em casa coçando!!! Mas sei que o mais importante e estar presente na vida das minhas filhas, sou a única mãe da sala dela, que vou assistir os jogos escolares. Faço pompom pra turmar torcer pelo time… Enfim sou mãe participativa e não me arrependo disso!!! Sucesso Ananda, suas filhas são lindas!!!

    • Ananda Urias
      5 de Fevereiro de 2016 / 16:23

      Obrigada, Sintia. Estamos juntas! <3

  2. Larissa Andrade
    5 de Fevereiro de 2016 / 16:51

    Nossa esses dias ainda postei no face,” seria errado me abdicar de minha minha carreira para viver pela minha filha”? Me responderam: só se vc for louca, na maior das franqueza eu respondi vão ter que me internar.

  3. Rebeka Chamyé
    5 de Fevereiro de 2016 / 17:05

    O texto que eu queria ler!!!!
    Tu eh mt fera.

    Me identifico 110% (e essa de almoçar em pé já é rotina) ?

    Obrigada por suas palavras que fortificam e incentivam!

    ??????????

    Bjo

  4. Virignia Carvalho
    5 de Fevereiro de 2016 / 17:06

    ja disse isso em varias blogs e paginas q eu curto no face, e vou repetir aqui, eu sou a filha que foi deixada, pra mãe trabalhar o dia todo(por necessidade), e eu sei o qto isso me fez falta, quero e estou escrevendo uma historia diferente na vida dos meus filhos, sou mãe, dona de casa em tempo integral e tenho muito orgulho disso,
    O que me cansa é ouvir de certas pessoas que se acham melhores do q eu só pq, tem um salario no final do mês, que eu tenho vida de madame e que eu não preciso trabalhar pq tenho um marido que me sustente.
    Eu vi o primeiro passo dos meus filhos, entre outras coisas e isso não tem dinheiro no mundo que pague, mas só quem esta nessa vida , sabe o quão dificil é, ter q escolher entre a escola particular ou o convênio dos seus filhos , mas eu confio na providência divina, e sei que nada faltará aos meus filhos por conta dessa minha escolha, se eles tiverem que ser ótimos profissionais, eles o farão, independente de qual escola frequentarem, pq eles tem uma mãe que os apoiam incondicionalmente.
    só pra encerrar, quero deixar registrada uma frase que eu ouvi de uma mãe que ¨trabalha¨: Eu trabalho fora sim, faço faculdade sim, e meus filhos sobreviveram,
    eu digo o seguinte: filhos, tem que viver e não sobreviver, só acho
    gde abraço Ananda

  5. Isis Saboia
    5 de Fevereiro de 2016 / 17:09

    Super identifico. Larguei meu mestrado, vida de princesa e não me arrependo! Vivo integralmente pra minha filha de 1 ano e 3 meses. Realmente não faltam comentários infelizes e desnecessários. Já ouvi muita gente dizendo q não faço nada demais. Sei o que estou fazendo e faço pensando na minha filha e só. Bj

  6. Ana Cláudia Bline
    5 de Fevereiro de 2016 / 17:38

    Mais uma vez um texto perfeito, que todos deveriam ler do inicio ao fim e somente depois pensar em questionar uma mãe que “só” trabalha em casa.
    Sempre achei e comentei que viver a vida do outro é muito fácil, a gente tem solução para absolutamente tudo, mas vai viver, vai ser mãe (no meu caso de primeira viagem – mas todos os filhos são únicos, então estamos todas no mesmo barco), vai cuidar, amar, brincar, lavar, passar, cozinhar e tudo isso sorrindo, por que você esta realizando um sonho. Sim, ter um filho é uma grande realização, mas a parte do sonho acaba quando no meio da madrugada aquele ser tão lindo, pequeno e indefesso chora de fome e tudo que você quer/necessita é de uma noite inteira de sono.
    Perfeito o seu texto Ananda, e que a gente se coloque mais no lugar do outro em todas as circunstancias, quem sabe assim o mundo se torne um lugar mais leve e bonito de se viver.

  7. Rakel
    5 de Fevereiro de 2016 / 18:23

    Ain tudo que eu precisava ler.
    Tem horas que me sinto tão pra nada.
    Mas vejo que não só sou eu que está passando por essa situação e isso me conforta.
    Parabéns Nanda pelo texto, pelo blog e por tudo.
    beijao.

  8. Flavy mathias
    5 de Fevereiro de 2016 / 23:56

    Ótimo texto. As vezes me sinto um peixe fora d’agua. Como é bom saber q tem outras mães como eu.

  9. JULIANA
    6 de Fevereiro de 2016 / 07:03

    Nanda, so o fato de ser mãe ja eh viver numa corda bamba sempre na dúvida se nossas escolhas eh a melhor opção pros nossos filhos..sou mãe, educo minha filha sozinha de dois anos, tenho que ser mãe, babá, dona de casa, Banco, e ainda dentista….agradeço a Deus tudo que aconteceu na minha vida porque teve um propósito…quando minha filha tinha um ano fui chamada num concurso que tinha feito antes mesmo de saber que tava gravida…tivemos que sair de Recife e nos mudamos para o interior….hj posso dizer que consigo me dividir entre trabalho e minha filha sem sentir remorso ou aquele culpa sempre existente….deixo ela na escolinha, vou trabalhar, pego na escola, dou almoço, sou banho, coloco pra dormir, ela fica com minha mãe, vou trab, chego em casa umas 16hs e me dedico so a ela…aonde em Recife, no caos da cidade poderia levar essa vida?
    Amo os seus textos, vc nasceu pra ser mãe e escritora! Bjos

  10. Alessya
    6 de Fevereiro de 2016 / 10:21

    Vc é demais meu amor! Estamos juntas nessa! Vivo parecido cm vc !

  11. Renata
    9 de Março de 2016 / 22:41

    É isso aí Nandinha, estamos no mesmo barco! ?

  12. Gloriette Luisa
    10 de Março de 2016 / 00:42

    Nossa eu fiz exatamente o que vc fez. Sou professora de ed. física e quando me vi gravida decidi vou ser mãe em tempo integral, eu mereço isso, trabalhei e estudei a minha vida toda, e quando fiz 35anos engravidei. É a melhor coisa da minha vida é ser mãe. Eu não trocaria por nada os bons e nem tão bons momentos que passo com a minha filha, essa semana começou na escolinha e estava lá.

  13. Fernanda Regina da Silva
    10 de Março de 2016 / 11:04

    Nossa! Eu precisava ler este artigo teu. Adorei. Estou neste mesmo dilema. Imagine eu que não ganho nem dois salarios minimos ter que ir trabalhar para dar algo melhor para meu filho João Lucas. Ainda estou nos ultimos dias da minha licença maternidade (15/03). E como eu preciso muito trabalhar, estou em busca de creche publica para o meu filho e não consigo. Estou em meus dilemas que saem no mais profundo de minha alma. Meu coração doi ao pensar em deixá-lo. Mas tenho que fazer isso!
    Tenho medo de tantas coisas como não atender a necessidade da empresa por causa da minha nova rotina, Pois sabemos que empresa somente quer que sejamos produtivas. O meu maior medo é que nas vezes em que tenha que trabalhar nos feriados, tenha que deixar meus filhos com alguém. E se não puderem ficar? o que faço? Eles não entenderão que somente EU sou responsavel pelo meu filho.
    São tantas coisas que fico pensando que tem horas que eu não durmo de tanta preocupação.
    Somente peço a Deus que me dê força necessária para suportar e levar tudo para a maior honra e gloria D´Ele.
    Bjus e Obrigada pelo seu exemplo.

    Fernanda Regina da Silva

  14. Jully
    10 de Março de 2016 / 11:32

    Amei o texto, quem não conhece o amor mais lindo do mundo q e e o amor de uma mãe pelo seu filho não entendi o que passamos largamos tudo apenas para viver para os nossos filhos, eu larguei e não me arrependo , depois que tive minha filha sei o que é viver e amar de vdd… Obrigado pelo texto bjos

  15. Alice Chris
    10 de Março de 2016 / 14:33

    Parabéns Ananda , pela escolha de exercer a

    arte de ser mãe . Não fui mãe nessa vida , Deus não me fez mãe , mas se o tivesse sido seria como VC sem titubear .
    Seu texto é lindo cheio de verdades , mais uma vez parabéns !!!

  16. 10 de Março de 2016 / 14:53

    Achei muito legal o seu artigo.

    Mas já tentou pensar se seu marido pudesse se sentir muito melhor se trocasse com você? O planejamento diário do seu trabalho é diferente do planejamento diário de uma empresa. Você segue uma rotina quase que diária e o prazo são as tarefas serem cumpridas. Mas se não cumprir, pode cumprir amanhã. Quando você fala de que o marido garante o sustento, ele trabalha com prazos, muitas vezes, não planejados, e daí vem todo o estresse de relacionamento familiar que culmina com sua “explosão”.

    Talvez a falta de tempo dele em fazer isso que você faz possa ter gerado esta situação. O maior problema nessa questão toda é tempo. Dependendo do que seu marido escolheu fazer para ganhar dinheiro, quando antes nem imaginava ser pai um dia, pode ser o problema.

    A questão por trás disso é “Será que ele não preferiria estar no seu lugar?”

    Parabéns pelo artigo, dá uma visão que nem sempre é vista, nem por um lado e nem para o outro.

    • Ananda Urias
      10 de Março de 2016 / 15:10

      adoraria ter entendido o que você quis falar… rs! Mas não consegui compreender não.
      Você acha que meu marido queria estar no meu lugar? Então…rs… não sei te responder essa pergunta, infelizmente isso nunca foi uma possibilidade já que eu trabalho de uma forma ‘não convencional’, sou autônoma há 4 anos. Consigo realizar (aos trancos e barrancos) as minhas tarefas de casa. =P
      beijos

  17. Lânia
    10 de Março de 2016 / 14:54

    Eu tenho 3, um de 11 anos, outro de 4 anos e uma bebê de 10 meses.. tem horas que sinto que o meu corpo esta cansado, mas um abraço apertado, um beijo e eu te amo.. vejo que valeu tudo apena… As pessoas falam que preciso trabalhar, mas se for trabalhar, mal dará para pagar os colégios em tempo integral para todos, pois moro longe da família… não ligo para o que falam…

  18. Letícia
    10 de Março de 2016 / 14:57

    Sinceramente nunca entendi as mulheres que abandonavam seus empregos para cuidar dos filhos, porém isso mudou qnd me tornei mãe. Vou voltar a trabalhar em Maio e choror só se pensar nisso, realmente não é uma decisão fácil voltar ao trabalho ou ficar em casa. Parabéns pela sua coragem!!!!

  19. Giovana
    10 de Março de 2016 / 17:24

    Parabéns pela sua coragem… volto a trabalhar dia 18… faltando 6 dias p mau bebe complwtar seis meses… meu coração ta apertado. Infelizmente ainda não posso parar de trabalhar, pq sa eu pudesse sairia e ficaria cuidando so meu bebe e da casa. Mas quem sabe mais o frente eu possa fazer isso. As pessoas falam demais e não sabem o que passam dentro de nós, os medos, as angústias… ajudar ngm quer, mas criticar isso tem mtas pessoas. Adoro seu blog… bjinhs

  20. Fabiana Braga
    11 de Março de 2016 / 00:35

    Minha filha uma vez se aproximou da minha cunhada e disse ” olha tia, minha roupa como é linda?” E Ela respondeu: ” Sim!!! Foi o seu PAI que comprou!!!” OBS – A forma como eu escrevi está correta; ela não respondeu a pergunta da minha filha com outra pergunta ” Foi o seu pai quem comprou?” – NÃO, ela não fez isso!!! Ela respondeu exatamente com uma afirmação bem convicta para me mostrar que tudo é comprado com o dinheiro do mesmo esposo, mesmo sabendo que ele jamais foi as compras de roupas e sapatos para as crianças…Até mesmo as roupas do meu esposo sou eu quem compro…Mas, como reforça o texto, existem pessoas que sempre irão contra o fato desta escolher em SER MÃE realmente. Incomoda, pois essas pessoas, na verdade, gostariam de ter a força para dar este passo tão importante, concreto, definitivo e imensuravelmente abençoado.

  21. Tatiana
    11 de Março de 2016 / 13:08

    Parabéns por compartilhar tão sábias e verdadeiras palavras! Eu como você também vivo esse dia a dia que não é fácil mas nem por isso menos maravilhoso!

  22. Roberta
    22 de Março de 2016 / 19:42

    Amei seu texto, e tenho certeza com toda fibra do meu coração que você escolheu a mais difícil e melhor parte da vida. Nada substituirá você na vida de suas filhas. Infância é uma só! Os momentos passam… E vc não os perderá.
    Parabéns pela sua escolha e pelo texto inspirador…
    Roberta, mãe de 4!

  23. Jaqueline Almeida
    8 de junho de 2016 / 00:37

    Olá, me identifiquei no seu texto, sofro muito e até choro quando ouço alguém dizer qye sou desorganizada por não conseguir dá conta de das tarefas aqui em casa nas horas certas, sempre fica a louça do jantar pra o dia seguinte, isso é frustrante! É bom saber que não estou sozinha .

  24. Elezângela
    15 de agosto de 2016 / 12:07

    Estou me organizando no trabalho para sair de vez. Tenho duas lindas princesas, Clara e Alice (coincidência né), a mais velha com 5 anos e a mais nova com 3 anos. Trabalho viajando pelo menos 2 vezes por semana e este ano sofri um capotamento na estrada. Quase morri dois dias antes do aniversário da minha caçula. Sou funcionária pública, concursada, não ganho tão mal, mas não poder almoçar com elas todos os dias, não poder arrumá-las para a escola, vê-las crescer, brincar com elas está me matando, porque eu sei que elas estão crescendo muito rápido e logo não irão mais precisar de mim como precisam agora. Ler o que você escreveu me ampara, porque realmente, todo mundo diz que estou louca por querer sair, mas pra mim, e acredito que pra vc tbm, a maior alegria desse mundo é estar presente onde eu realmente faço falta e onde, com as minhas ações, eu possa realmente interferir na realidade desse planeta, formando duas mulheres humanas, íntegras, fortes e completas. Chega de terceirizar nossos filhos…. Obrigada por deixar claro ao mundo seus pensamentos, pois me faz ver que não sou a única que enxerga o quão errado estamos seguindo neste mundo, negligenciando aqueles por quem somos diretamente responsáveis. Obrigada e força! Você me inspira!

  25. Fabiana Pickler
    5 de setembro de 2016 / 12:10

    Nossa! Fiquei até com um nó na garganta.
    Ninguém imagina o qt é difícil abrir mão do nosso trabalho, de nós mesmas, pra nos dedicar aos filhos.
    O pior é qd o marido tb começa a botar pressão, querendo arrumar uma emprego pra mim a todo custo. Quero ver ele conseguir pagar uma creche.
    Sempre fui mt independente. Me sustento desde os 17 anos, morei sozinha… Qd engravidei eu era diretora de mkt de uma loja de móveis e objetos de decoração bem bacana em Ipanema. Eu estava lá a 3 anos e super acomodada e receber o meu salário medíocre e ficar de 4 a 5 horas diárias presa num trânsito infernal. Eu só chegava em casa pra dormir.
    Hj estou com 30 anos e um baby gostoso de 7 meses. Abri mão de tudo pra me dedicar a ele e ñ me arrependo nem um pouco (por mais difícil q seja ouvir certos comentários e ñ ter dinheiro pra comprar 1 calcinha). É brabo!
    Mas estou encarando isso de forma positiva. Eu e minha mãe (q tb está desempregada) estamos com mts planos para abrir nosso próprio negócio. Fiz alguns cursos de bolo e doces. Vou poder trabalhar de casa. To mtttt confiante.
    Se eu ainda estivesse trabalhando, eu continuaria acomodada, sem ter tempo pra sonhar e mt menos pôr em prática as coisas q sempre tive vontade de fazer.
    O Murilo (meu filho) chegou pra mudar minha vida, me fazer sonhar e chegar longe… Mt longe.
    Obrigada seus textos. Eles me fazem perceber q ñ estou sozinha nessa doce e difícil jornada.
    Mt saúde para ad suas filhotas! Bjs! ❤?

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