Minha realidade com a amamentação – baixo peso

Minha realidade com a amamentação – baixo peso

Posts anteriores da série minha realidade com a amamentação: Expectativa x realidade e Pedindo ajuda

A luta contra o baixo peso

Nessa altura do campeonato, vencemos a luta contra o fungo, as fissuras e a pega incorreta. Meu leite já se fazia presente e Alice, apesar da preguiça, estava um pouco mais disposta para se alimentar. Os dias foram passando e as roupas RN continuavam a caber folgado em Alice. Quando me dei conta de que as roupinhas 0 – 3 meses estavam sambando nela, acendi o sinal de alerta.

Ainda não tinha encontrado uma pediatra em Fortaleza, e estava sendo acompanhada pelo nosso neo e enfermeira por telefone, mais precisamente por whatsapp. Era visível que a perda de peso dos primeiros dias tinha afetado e muito o seu desenvolvimento físico, mas não me restava muito a não ser esperar mais uns dias para decidir de fato o que fazer.

Alice nasceu com 2.995kg, saiu do hospital pesando 2.750kg, 15 dias depois estava pesando os mesmos 2.750kg.

E eu? Só conseguia chorar. Culpa, medo, raiva, angustia, solidão.. Tive o apoio do meu marido em TODOS os momentos da amamentação, mas naquele momento ele pediu para eu repensar na exclusividade do leite materno. Ele, com toda razão, estava preocupado com o peso da nossa filha. Por pedido do nosso pediatra de Recife, adicionei o complemento contra a minha vontade, mas enxergando a real necessidade.
De 2.700kg Alice deu um salto para 3.300kg, em apenas 15 dias. Na primeira visita à nossa nova pediatra, me senti forte e decidi mais uma vez exclui o complemento da nossa história. Resultado? do primeiro mês para o segundo, Alice tinha engordado míseros 295 GRAMAS.

E a minha tentativa de aleitamento materno exclusivo tinha chegado ao fim.

Aos dois meses de idade, as roupas RN ainda nos faziam companhia. E tudo o que eu mais queria era me livrar dos looks maternidade, para ver a minha filha crescendo saudável e usando roupinhas próprias para a sua pouca idade. Com uma semana de complementação, Alice ganhou mais do que tinha ganho nos seus dois meses de vida: 400 gramas de uma vez só! Era a resposta que eu precisava para acalmar meu coração.

Não poderíamos usar mamadeira (para não confundir a pega), mas nenhuma das opções deu certo: copinho descartável, seringa, colher dosadora… NADA. Nada acalmava Alice com fome. Tinha sido um mês difícil para todos nós: noites e dias em claros, filha chorando de fome, mãe a beira de uma depressão pós parto e depois de uma conversa franca com o marido decidimos inserir a mamadeira no complemento. Era para ser sem culpa, sem ressentimento, mas a tal da frustração ainda me acompanhava.

Beijos,
Nanda
Ananda@maezice.com.br
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Ananda Urias
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6 Comentários

  1. Ana Cláudia
    16 de Fevereiro de 2016 / 04:50

    Nessa parte da história, principalmente no que diz respeito a nada acalmar o bebê com fome, parece que estou vendo minha história.
    Clarice nasceu bem gordinha, 3,336kg e em uma semana ela havia perdido 500gr, sem recuperar nada somente com o meu leite, fomos ao banco de leite daqui, onde fomos muito bem tratadas (da primeira vez que fomos), na última parecia que todos duvidavam de mim, e que eu não queria amamentar minha filha, mas já haviam passado 10 dias e tudo que eu dormia eram 4/5 horas por dia, comer somente se alguém me desse na boca pois eu estava o tempo todo amamentando.
    Fiz tudo que ensinavam para aumentar a produção de leite e todas as vezes que ela largava o peito achava que finalmente havia dado certo, até ela abrir o berreiro de fome alguns minutos depois.
    Relutei, chorei e assim como você, somente ao me ver a beira de uma crise nervosa, de v uma depressão pós parto, resolvi que a mamadeira e o leite artificial seriam meus companheiros dali pra frente.
    Estamos perto de completar 5 meses e hoje mais tranqüila e com uma bebê saudável e se desenvolvendo bem é que percebo que aquela decisão, dolorida, lá de trás, foi a melhor que poderia ter tomado.

    • Ananda Urias
      16 de Fevereiro de 2016 / 07:36

      A gente sofre demais, Cláudia, mas ver eles se desenvolvendo e crescendo compensa todo a dor. 🙂
      Beijos

  2. ALINE
    19 de Abril de 2016 / 18:05

    Ananda como você fazia o complemento, e qual leite usava?

    • Ananda Urias
      20 de Abril de 2016 / 08:28

      Complementava a noite, no início. Dava a mamadeira depois da última mamada do dia! Usava e uso até hoje o Aptamil. Beijos

  3. Paula
    6 de Maio de 2016 / 14:50

    Acabei de ler seu relato, é exatamente o que eu estou passando…Meu filhote está com 20 dias, e faz dois dias q iniciei o complemento, uso Aptamil tbem. Ele nasceu com 3415kg, saiu da maternidade com 3100kg, é uma semana depois estava com 2935kg…Dou sempre depois das mamadas…Ananda a sua Alice depois que vc introduziu o complemento com mamadeira ela continuou a mamar no seio? Se sim por quanto tempo? Morro de aflição que o meu João não queira mais o seio em função do uso da mamadeira ?

  4. Paula
    10 de Maio de 2016 / 16:21

    ????

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