Minha realidade com a amamentação – expectativa x realidade

Minha realidade com a amamentação – expectativa x realidade

Antes mesmo de engravidar, tinha um plano que me acompanhava da gestação até os primeiros anos de vida do meu futuro filho. A gestação ia ser tranquila, faria exercícios físicos, engordaria apenas o necessário, teria um parto humanizado digno de muitas fotografias encantadoras (daquelas que enchem os nossos olhos no pinterest) e amamentaria em livre demanda até quando o meu futuro bebê quisesse. Não demorei muito para perceber que a realidade, na maioria das vezes, passa muito longe de ser um sonho.

Pode me chamar de romântica, eu vou te entender, mas a amamentação para mim sempre foi o ÚNICO caminho. Há quase 7 anos, amamentei Lara sem dificuldades. Não conheci a dura realidade das fissuras, da angustia por ver um filho chorando de fome.

Eu não me preparei para a amamentação da minha primeira filha, e tudo tinha fluido tão bem. Pela minha primeira experiência, acreditei que amamentar era fisiológico, natural, parte de um processo humano e nada mais. Não tinha motivos para alimentar maiores preocupações e assim me mantive por toda a gestação: Apenas esperando o tão sonhado dia que iria amamentar a minha tão desejada caçulinha.

No dia 1 de Maio de 2015, ainda na maternidade, uma realidade diferente bateu na minha porta. Alice era preguiçosa, não tinha pressa para comer, mas eu tinha muita pressa em estimular e ver o meu leite descer. Eu não estava preparada para mudanças de percusso, eu não estava preparada para me sentir insegura. E assim que ela nasceu, a grande insegurança bateu: e se eu não conseguir? e se ela ficar com fome? e se eu não for capaz? e se….?

Todas as enfermeiras da maternidade se prontificaram para me ajudar: eu só queria amamentar. Alice não se preocupou em comer e a angustia tomou conta de mim. Os dias seguintes foram de desafios, um atrás do outro. Fissuras, SANGUE, choro e frustração. Ainda lembro, com dor no coração, do sentimento que me acompanhou nos primeiros dias: eu queria amamentar mais do que tudo, mas pôr Alice no peito era motivo de choro. Talvez eu não fosse capaz, mas não ia desistir tão “fácil” assim.

Continua no próximo post.

Beijos,
Nanda
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Ananda Urias
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