Minha vida com Lara – história de uma mãe solo

Minha vida com Lara – história de uma mãe solo

Muitas vezes já fui questionada sobre a minha história de vida com a Lara. Decidi, enfim, contar para vocês com detalhes como chegamos até aqui. A nossa novelinha mexicana teve vários capítulos até ter um final feliz… Então, começarei pelo dia em que descobri que ali dentro de mim Lara estava por vir.

Grávida aos 20

Era uma terça-feira quente em Recife, e uma dor de estômago e uma tremenda enxaqueca me acompanhavam há mais de uma semana. Eu achava que essas dores era o tanto de preocupação que o meu, na época, namorado me dava. Também tinha a minha chefe que fumava dentro do escritório e aquilo ali já estava insuportável… Até que eu me convenci que tentar esconder o óbvio estava difícil demais e liguei para o W. (para o bem da nação, chamemos assim o pai da Lara): “W, acho tô grávida…”, nessa hora as lágrimas caiam de 5 em 5, sem parar.

Eu tinha acabado de passar por mais uma crise no relacionamento, e os nossos momentos bons duravam muito pouco. Não queria estar grávida, não queria ter um filho (não agora e não com ele!), não estava pronta pra encarar minha mãe, abrir mão do meu sonho de mestrado na Inglaterra, das minhas saídas sem compromisso… Eu SÓ TINHA 20 anos! Repetia para mim, como um mantra. Minha vida estava arruinada! Nunca mais ia ser nada, nem dá pra nada! Ter uma família então, estava fora de cogitação.

Larguei tudo no trabalho com uma desculpa esfarrapada “qualquer”, olhos vermelhos e nariz escorrendo… Estava cansada de chorar! Então, corri para a casa de W. que ficava longe do meu trabalho, e fiz o tão temido teste do xixi. Esses, sem dúvidas, foram os 5 minutos mais demorados da minha vida.

Lá no fundo, eu ainda tinha esperança de ter me enganado, afinal faltavam poucos dias para a menstruação chegar… E eu repetia em voz alta para tentar me convencer: “tudo vai ficar bem!”. Em questão de segundos as duas listras vermelhas se fizeram presente com a força de um SUPER POSITIVO, como se gritassem para mim: “parabéns, você está grávida”.

Desabei no chão do banheiro porque perdi as forças nas pernas.. Eu tinha certeza que a partir daquele dia, minha vida mudaria.

Me levantei do chão do banheiro ainda em pânico. Não passou um filme na minha cabeça não, não passava nada, eu não pensava em nada e também não conseguia falar nada. Parecia que eu tinha acabado de levar uns socos no estômago! Meu coração não parou apenas por 5 minutos, é verdade. Ele se manteve parado por muitos dias adiante…

O silêncio imperou no quarto do W. e assim nos mantivemos por tantos minutos.. No dia seguinte busquei apoio em uma amiga da faculdade que teve filho aos 18 para ir fazer um teste de sangue antes de dar a notícia aos meus pais. Não consegui comer nada durante o dia… A angústia estava sendo digerida minuto após minuto, horas de espera pelo resultado que saiu pelo site da clínica. BETA HCG quantitativo! Por que cargas d’Água eu não fiz um qualitativo? Aqueles números pareceriam numerais romanos sem tradução. Minha amiga me ligou e fez o seu trabalho: “você está grávida”. Preciso falar que não consegui mais sair do banheiro de tanto que chorei? Pior, larguei o emprego e lá nunca mais voltei.

Assim que entrei no carro, meu pai já estava pronto para me dar um sermão sobre o meu comportamento estranho dos últimos dias: “sua mãe está preocupada com você”… Eu emendei sem respirar: “Estou grávida!”.

Pá PUM! Assim, na lata. Sem pensar duas vezes. Sem pestanejar. Eu queria um apoio adulto, um guardião, um ombro para desabar… Porque eu sabia que naquele ombro tinha um espaço cativo para mim.

Cheguei às 17h em casa e dormi de roupa e tudo na cama da minha mãe. Não lembro de mais nada. Acordei às 5h da manhã rosto com rosto com “Mainha” e fiquei encarando ela dormir. “Ananda, o que você tem? Estou preocupada! Você nem sequer jantou!” Como quem quer furar o sinal amarelo, me adiantei e vomitei tudo que estava me corroendo há dois dias: “estou grávida”

Minha mãe levantou da cama em silêncio, colocou seu tênis e sua roupa de caminhada e falou em um tom brando mas não amoroso “você não foi a primeira, nem será a última”. Levantou e saiu.

A partir daí, não tive forças para ir à Faculdade (cursada o penúltimo período e estava perto de acabar o curso de jornalismo), larguei o trabalho a tarde e a faculdade de moda que cursava a noite. Vi a minha vida ruir, e a culpa era toda minha! Não teve um dia sequer, que não tenha derramado uma lágrima…

Os comentários começaram a chegar: minha avó me chamou de burra! Algumas “amigas” me culpavam: “afinal, a mulher que engravida! Como você não se cuidou?”, outras pessoas tinham pena de mim: “ow, uma criança gestando outra criança!”. Ainda teve gente que disse na cara dura que eu estava sendo corajosa, no meu lugar teriam a-b-o-r-t-a-d-o! Meu pai biológico, que eu não via há mais de 5 anos, ousou me chamar de P-U-T-A! Ora pois, eu tinha um relacionamento complicado, mas era um namoro com quase 4 anos de existência! Ninguém teve compaixão, nem com as palavras e nem com os olhares.

Ah, machistas! Ah, sociedade infeliz! Eu não tinha psicológico para enfrentar ninguém. Ao invés de falar, chorava, quebrava os pratos da minha casa em ataques de raiva… Me agarrava a barriga como quem queria proteger e ao mesmo tempo pedir perdão! Tudo doía dentro de mim.

Psicologa 2 vezes por semana e solidão. Ai você se questiona, e W? Bem, W estava vivendo como se não houvesse amanhã. Se aproveitou da minha dor e arrumou outras histórias para viver. Contou para todos que eu estava grávida porque queria casar, tadinho. E quando eu chamava W. Para sair, eu sempre escutava: isso não é lugar pra você!

Estava decretado, a nível nacional, a minha gravidez era contagiosa, então eu estava fadada a solidão. Bondoso W., sempre pensando em mim.

Enquanto jogava um prato no chão, em um ataque de fúria, lembro do meu pai me abraçando e dizendo em tom brando: “pare com isso; minha filha! A sua vida não acabou!”.

Meus dias se resumiam a dormir muito, comer forçado e ir para a faculdade aos trancos e barrancos. Enjoei até os cinco meses de gestação, e até ir para locais públicos era uma grande aventura… Todos os cheiros me faziam passar mal, muito mal.

Nessa altura do campeonato, as minhas amigas me ligavam no final de semana de madrugada para dizer que encontraram ele com outra, a mesma outra de sempre. Mas a gente não tinha oficializado o fim, e mais uma vez o meu medo de encarar aquela gestação se fez gigante dentro de mim.

Eram muitas as brigas e discussões, todas acaloradas. Eu repetia insistentemente que eu queria apenas a verdade! “Tá me fazendo de idiota porque? Eu não mereço isso”, mas ele não ligava muito não. Eu, sempre tão dona de mim, me sentia presa a um relacionamento sem futuro. Pior, não tinha forças para ser mãe solteira aos 21 anos e fui levando.

Aos 7 meses de gestação, mais precisamente no carnaval eu esperava em casa por uma simples ligação… E recebo uma foto do então casal juntinhos curtindo a folia. Chorei o dia inteiro, mas não porque eu o amava, mas porque eu sabia que não iria dar para a minha filha sequer uma família. Enfim, o fim chegou.

Os dias seguintes foram mais leves… Eu comecei a sair com as minhas amigas, ir ao cinema e igreja com a minha mãe e irmã, comecei enfim a curtir aquela vidinha que estava por vir! O enxoval estava quase pronto, e eu abria sem parar as gavetinhas com aquelas mini roupinhas prontinhas… Já sonhava com Larinha.

Um certo dia W. enfim ligou e a causa dessa ligação me fez ruir:

– “Ananda, eu quero o teste de DNA”.

– “Como assim DNA?”, claro que não contive as emoções e o resultado dessa grande confusão quase colocou a minha gestação em risco. Passei mal, muito mal e fui direto para a emergência, onde a minha médica estava e me atendeu com prontidão.

Até hoje não sei bem se os três dias no hospital foram uma forma da minha médica me tirar do olho do furacão ou se eu realmente precisava daquele cuidado especializado. Eu só sei que o “deserto” (sem celular, sem internet, sem visitas!) me fez um bem danado! Foi ali, no fundo do poço, que eu comecei a entender que se eu quisesse ser feliz com a minha filha, teria que encontrar a tranquilidade dentro de mim.

Quando saí dali, recebi um telefonema do W. Avisando que estava pronto, de mala e cuia para refazer a vida em outra cidade. Aquela era uma oportunidade que eu achava que jamais teria: RECOMEÇAR a vida.

O seu voo estava marcado para o dia seguinte a ligação. Junto com a novidade, veio apenas um pedido: Não deixasse de avisar a data do parto, ok? Eu estarei por aí.

O teste de dna nunca foi levado adiante e eu não tiver a oportunidade de “esfregar na cara dele” o tamanho da tristeza que senti naquele dia.

Era uma sexta-feira de calor, em Recife. Naquele dia eu tinha acordado às 3h da manhã para garantir a minha última refeição. Ainda lembro que comi um prato fundo de cuscuz com ovo, várias torradas com queijo e um copo de suco de maracujá. Parecia que eu estava me preparando para uma guerra, mas não deixava de ser. Talvez, lá no fundo eu me sentisse assim.

Voltei a dormir logo após a comilança e acordei apenas para ir ao salão. Ainda no salão, recebi uma ligação do hospital: “Ananda, você desistiu do seu parto? Você precisa chegar em 20 minutos. Ok?” Eu acho que sou a única pessoa que erra o horário do próprio nascimento da filha! Hoje é motivo de riso e piada, mas no dia foi o que eu precisava para cair num choro sem fim.

TODOS, sim, TODOS estavam lá. Algumas amigas queridas, alguns familiares, W. e a sua família também estava lá.

Eu não queria que W. Entrasse no parto, mas tinha sido convencida pela minha médica que eu não poderia tirar aquele momento da minha filha. A briga que eu ia comprar não valia a minha paz! E assim foi.

Não me senti só, porque tive a companhia da minha irmã, segurando a minha mão e me acalmando. Só naquele momento,eu percebi de verdade que eu nunca mais estaria só.

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Um chorinho fino e estridente invadiu a sala de parto… As lágrimas caiam pelo meu rosto, sem parar. Senti um amor tão grande que a libertação foi imediata.

W., sua família, aquelas histórias, os comentários maldosos, a falta de apoio… Nada, nada, nada diminuía️ aquele amor. Mas aos poucos, a realidade deu as caras e algumas dores voltaram à tona.

Lara nasceu no dia 17 de Abril de 2009 e eu RENASCI. Com o fim da barriga e de todas as culpas inerentes à uma gestação inesperada, nasceu uma menina mulher cheia de garra mas cansada de briga, eu só queria a paz. Assim que Lara nasceu, ainda na maternidade W. me pediu perdão, e apesar daquela história já não fazer sentido algum (e meus sentimentos já não serem os mesmos) me propus a pensar em prol de uma família que ainda desejava dar para a minha bebê.

Ficamos acordados assim: você volta lá pra sua nova cidade, eu fico aqui… Se você quer mesmo isso, vai ter que me provar. E apesar de dizer para Deus e pro mundo que eu não tinha esperança em qualquer mudança, as pessoas sempre podem nos surpreender né? E não significa que seja uma boa surpresa. Já dizia o ditado: “de onde nada se espera, aí é que não vem coisa alguma.”

Na primeira semana de vida da Lara, W. garantiu os 7 carimbos do seu passaporte visitante! Chegava na hora que bem entendia e não trocava sequer uma fralda, não botava para arrotar, passava uma horinha, virava as costas e voltava para a sua vida normal. Carregava no seu celular uma foto da criança, para se gabar.

No último dia do “papai” na cidade, joguei a real: Não vou te cobrar presença, nem interesse, nem dia a dia… Quem não dá amor, não recebe amor. A escolha é toda sua”.

Nos primeiros dias de volta a sua nova morada, W. Sumiu. Os seus e-mails se restringiam a cobranças descabidas sobre as fotos que deixei de mandar, as notícias que não enviei… “. Até o fatídico dia que eu “divei”: Sei que sou jornalista, mas não sou jornal. Se quiser saber, ligue. Se quiser foto, peça. Não te cobro, não me cobre.”

Esse foi o nosso último fim.

É fácil falar sobre os erros dos outros, principalmente quando já o superamos. Mas quando erramos, e nem de longe conseguimos superar como falar? Esse capítulo poderia ter sido ocultado, mas eu não estaria sendo realista.

Quando Lara completou 3 meses, W. Assumiu um namoro e eu não fiquei triste porque o amava (vale a pensa sempre repetir, né?) mas porque ele estava curtindo a sua vida enquanto eu ficava em casa sozinha com a bebê. Minha família me apoiava, mas também me cobrava. Era difícil para eles acreditar que eu seria uma boa mãe, talvez porque não tinha sido uma boa filha e apesar dos pesares não sei se já tinha sido perdoada pela dor que me causei. Qualquer discussão era motivo para uma alfinetada qualquer sobre a minha condição.

A partir do quinto mês, Lara já não amamentava mais, e a delícia de viver apenas para ela começou a ganhar um novo integrante: a solidão. Acredite, ninguém deixa de cumprir os seus compromissos ou farrinhas de final de semana porque você tem uma filha e não pode sair. Ninguém deixa de sair, de viver porque você não pode curtir, sair, viver como uma menina de 21 anos. NENHUMA amiga próxima minha tinha filho… Ah, Salvo a minha amiga que teve filho aos 18, mas ela tinha uma família flexível que ficava no final de semana com o neto sem maiores problemas. Não tinha mais a minha mini independência financeira (o dinheiro do meu trabalho dava para pagar ao meus as minhas saidinhas), também não tinha carro (usava algum dos carros da família quando queria sair) e a SOLIDÃO pesou.

Queria acreditar que poderia ser feliz novamente e não foi difícil arrumar um “pretendente”. E assim coloquei no meu currículo mais um carinha todo errado.

Tive dois namoradinhos, nenhum passou de um mês e todos acabaram pela insatisfação que eles tinham em não poder viajar, sempre ter hora para voltar e sempre sair com um bebê a tira colo… Quando o fim acontecia, por menor o sentimento que eu tinha, a tristeza se tornava uma companhia. Quando eu vou conseguir refazer minha vida? Era difícil acreditar que esse dia aconteceria.

Ainda não tinha emprego, sequer dinheiro… E assim, voltei a me afundar dentro de mim.

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Quando Lara completou um ano, muita coisa mudou. Voltei para a faculdade de moda, mas esperava ansiosa por uma oportunidade de emprego no jornalismo. Afinal, tinha uma filha para criar e precisava me restabelecer. Depois de pouco acreditar, mas muito pedir… Arranjei um trabalho temporário para campanha política, comunicação digital. O que existia de mais moderno na época e tinha tudo a ver comigo! Agarrei com TODAS as forças a minha oportunidade e assim conquistei ao fim das eleições um emprego fixo!

Parece besteira, mas eu estava afim voltando a pôr os trilhos no seu devido lugar. Essa também foi a época que eu conheci, em uma noite de domingo, um carinha cheio de humor sarcástico e inteligência.

Esse também foi o dia que esse carinha conheceu a Larinha. Apaixonado por crianças, e sem motivo algum para tentar me impressionar, ele se prontificou a segurar ela enquanto eu terminava de jantar. Poucos minutos depois, olhei ao redor e não o encontrei… Na mesma hora, pensei no tamanho da loucura que cometi! Desci as escadas correndo, em busca de um sinal da minha pequena e encontro ele fazendo graça e mostrando os carros para a Lara. Com a cara mais envergonhada do mundo e percebendo o que fez, ele se desculpou pela primeira vez.

Ele era o paquera de uma amiga, a que me convidou para a lanchonete depois da igreja… mas admito que ali mesmo o meu coração bateu mais forte.

Lembro, como se fosse hoje, a caminho da minha casa ela me perguntou o que eu achava deles juntos. A minha resposta foi categórica e hoje soa até engraçado: “se você não quiser, deixa pra mim que eu quero!”.

Nos meses seguintes, encontrei o tal carinha acompanhado. Eu me mantive solteira por um tempo, porque ENFIM tinha entendido que qualquer coisa não era o suficiente para mim.

Dezembro de 2010 chegou e com ele, arrumei um terceiro paquerinha para a minha história. O tal carinha tinha sumido e na última vez que eu o encontrei, ele estava ao lado de uma menina que aparentava ser a sua namorada. Ah, e vale salientar que ele e a minha amiga não tiveram nada além de uma paquera. Eles não tinham nada a ver, e perceberam a tempo! Ufa!

O meu paquera atual era legal, logo de cara pediu para conhecer Larinha, mas dessa vez quem não estava pronta era eu. “Vamos com calma, não tenho pressa!”. Foram poucas saídas e em segredo, pedi para ninguém em comum ficar sabendo. Não queria especulações ou pressão, queria fazer tudo na minha hora e não ter que dar explicações. O que eu não sabia é que o novo paquerinha contou pro tal carinha que eu era a sua nova “boyzinha”. Homens… A gente pede segredo, mas tem jeito.

E uma conversa entre eles mudou a minha história. O tal carinha questionou o paquerinha sobre a minha condição de mãe solteira: “ué, ela tem uma filha sim, mas não vejo problema não! Tem um amigo meu que casou com uma mulher assim… Elas sabem o que querem e não perdem tempo não!” PROPAGANDA FEITA, ganhei a amizade e admiração do TAL CARINHA️! Quem diria?

No domingo seguinte, eu já não estava mais com o paquerinha e sabendo dessa novidade, o tal carinha me adicionou no “msn” pra tentar me consolar. Nas primeiras palavras eu dei logo uma “gaiatada (riso escandaloso que quem me conhece sabe bem como é!): quem disse que eu tô triste? Quem disse que eu queria aquele tal paquerinha? Na lata, assim do meu jeito. Relaxa, eu tô bem demais… E você, como está?.

A “ligação” com o tal carinha foi imediata, mas eu não deixei na cara não.  Primeira coisa que eu fiz, foi ser eu mesma em todos os sentidos. Nessa altura da história vocês já devem ter percebido que eu tenho o dom de ser “desbocada”, mas talvez o que vocês não saibam é que quando eu fico nervosa sou capaz de dizer as besteiras mais inesquecíveis da minha vida. E aqui não podia ser diferente! No meio de uma conversa, sem pé nem cabeça, solto a seguinte frase: “vou parar de beber refrigerante, minha coxa tem tanta celulite que dá pra ler em braile”. OOOOOOOIIII? Ok, oficialmente, eu não sabia paquerar.

Do lado de lá, sem entender muito bem as minhas condições mais estranhas, o tal carinha se pôs a pensar e chegou à conclusão: acho que ela só quer um amigo, então! A partir daí, a história ficou ainda mais engraçada, ao invés de me conquistar.. Ele decidiu fazer um jogo diferente. Por que não começar pela filha, já que a mãe não sabe o que sente?

Era Natal e o primeiro convite para sair aconteceu: “Ananda, queria levar Larinha para o meu lugar predileto…”! Hummm, certo… Conte-me mais sobre isso! Você poderia ir ao zoológico no dia 24?

Esse foi o primeiro encontro da vida da Lara, mas por ordem de segurança a mãe precisava ir junto. Né? Para um primeiro encontro, já começamos engraçado. O zoológico estava fechado e Lara estava entrando no terrrrrrivel dois anos.

Quando ele estava colocando Lara na cadeirinha, no meio de um escândalo daqueles, lá vem um pai bondoso com o seu filho dar conselhos para o VICTOR (sim, o tal carinha tinha nome e também era chamado de mottinha!): pai, eu vi na super Nanny que você precisa primeiro entrar no carro…

Tinha certeza de que aquela era a primeira e última vez que Victor sairia comigo. Pai, escândalo, menina catarrenta de tanto chorar se jogando no chão… Era demais pra qualquer coração!

Voltei para casa certa de que nunca mais o veria, que interesse algum existiria. TRIIIIIIM… Opa! Chegou uma mensagem no meu celular: “obrigada pela tarde, foi especial estar com vocês”.

Com um sorriso de comer orelha, lembro de ter pensado que só poderia ser brincadeira.

A partir daí, não conseguimos mais passar nenhum dia sequer sem se falar. Morávamos em cantos extremos da cidade e pra “piorar” ele iria passar o ano novo junto com a mãe em Fortaleza. Ele é carioca, mas morava em Recife desde a adolescência. Nesse mesmo ano, ele quase desiste da cidade para ir morar com a sua família. A solidão fazia companhia ao tal carinha de uma forma diferente da minha. Mas lá no fundo, ele sabia o que queria… E ele queria uma família. Coincidência ou não, era exatamente uma família que eu já tinha.

Antes de viajar, ele passou na minha casa para conversar… Tinha se passado apenas 5 dias do seu encontro com Larinha, mas o tom da nossa conversa foi outro: olha, sei que esta cedo, mas eu gosto de você! Simples assim, sem muitos rodeios, sem jogos, sem balela.. Ele estava ansioso pela minha resposta, mas eu só ri e disse “obrigada, também gosto de você”. É, menina, tá pesando que eu sou fácinnn?” Ele me deixou um urso de pelúcia e um livro do pequeno príncipe com uma dedicatória inesquecível. Quando ele foi embora meu coração disparou! Se ele não é especial, é um grande ator!

E ao abrir o livro do pequeno príncipe me deparei com a dedicatória mais incrível que já recebi:

Minha vida com Lara

Os dias seguintes foram de mensagens e mais mensagens! Não conseguíamos ficar sem se falar. Até com a irmã dele eu falei, e admito que me assustei.. Victor não era o tipo de carinha que ficava, não tinha rolado um beijinho sequer, mas eu me sentia completamente envolvida naquela história.

No dia 7 de Janeiro de 2011, mesmo sem muita grana ele fez questão de me levar para jantar no meu restaurante predileto. Eu já esperava que com o seu convite viesse junto um pedido especial, mas nada se comparou a ter vivido aquele momento. Eu me sentia uma adolescente, a paquera rolava solta… Mas e se o beijo não encaixar? E se a gente não combinar? A gente ia pagar para ver.

Bem, essa parte vocês já sabem, né? Nos beijamos e gostamos! Ufa! Enfim, namorados e prontos para viver uma nova etapa dessa história!

Todo começo de namoro é complicado, principalmente quando temos tantos problemas internos para conciliar com a felicidade. Eu sou uma romântica incurável, acredito na forma mais singela é simples do amor (nada a ver com declarações exóticas e pedidos estrambólicos!), acho que o amor está nas pequenas coisas.. E foi dessa forma, e por pensar assim, que vivemos as primeiras provações do nosso relacionamento: PALPITES E PRECONCEITO. A nossa primeira ida a igreja como um casal deixou muita gente escandalizada, afinal como pode um líder de ministério estar namorando com uma mãe solteira? Esses palpites (valeu, pessoal!) só me fizeram amar ainda mais o homem a quem tinha escolhido. Ele nunca me falou nomes, nunca me contou os absurdos que ouviu, mas inevitavelmente algumas coisas chegavam até mim. O que ela fez sobre isso? Deixou claro que não se importava com o que ninguém achava, ele estava certo daquilo e era tudo que importava!

Seis meses se passaram, e entre felicidades e problemas (inerentes à qualquer casal REAL!), lá estávamos nós dois, calando a boca de todos e desafiando o mundo SEMPRE NA COMPANHIA DE LARA!

No dia 7 de Julho recebi um convite por e-mail (essa era a nossa forma preferida de comunicação durante o expediente!), podemos nos ver hoje a noite quero conversar com você? Consegui dar uma fugidinha depois do expediente e nos encontramos para a tal conversa que novamente mudaria o rumo das nossas vidas!

Ainda lembro que na época, tínhamos tido uma discussão… Eu não gosto de ciúmes e nunca permiti que esse sentimento fizesse parte da nossa relação, confiava nele e isso pra mim bastava. Mas ele, andava um pouco inseguro, devido os meus antecedentes criminais. Então, no jantar do dia 7/07, eu jurava que ele ia querer conversar sobre o e-mail que eu tinha enviado: “ou confia ou vaza”. Algo bem assim!

Sentamos em uma mesa ao ar livre, não tinha ninguém no restaurante e ele disse que queria comemorar os nossos seis meses juntos! Que tal uma taça de vinho? Ele não bebia na época, mas entrou na onda. Começamos a conversar sobre o fatídico e-mail, e eu disse que isso não tava muito com cara de comemoração, Ué, quer ter DR (discussão de relacionamento) em pleno mensário de namoro? Podia ter me poupado a saída. Já estava ficando com raiva, quando ele me pediu algo assim:

“Ananda, posso te fazer uma pergunta? Acho que você vai ficar com raiva”. Tenho certeza de que fiz cara de paisagem…mas sinalizei com a cabeça e completei: só respondo se quiser, hein?

Ele tirou uma caixinha do bolso e sem enrolação fez a tão sonhada pergunta: “Você quer casar comigo?” Agora eu fiz cara de “que menino corajoso” e fiquei esperando ele terminar de se explicar. Na caixinha não tinha um par de aliança como toda mulher sonha, mas tinha um anel enorme que ele ganhou do seu bisavô ao nascer, por ser o primeiro homem de uma longa geração de mulheres. Meu coração disparou! Já tinha ganho lindas alianças de de outros relacionamentos, mas posso falar? Nada se comparou aquela caixinha cheia de história e amor.

Aquele carinha queria mesmo me fazer feliz… E ali, naquela hora, com apenas 6 meses de namoro, eu disse SIM para o homem que NOS ESCOLHEU. Para muitos (muitos mesmo), eu estava louca… E que loucura BOA!

Lara não lembra da sua vida sem a existência de Victor. E um novo capítulo estava prestes a se tornar realidade em nossas vidas…

Por que você quer se casar com ela? Por que você quer se casar com ele?

Ananda e Victor | Trailer from Xodó Filmes on Vimeo.

No ano da reforma e do casamento, eu arrumei três empregos e um deles ficava em uma cidade há 30 minutos de Recife. Saia cedo, voltava a tarde para o outro emprego e quando tinha reuniões a noite, levava Victor comigo para não pegar BR de madrugada sozinha. Ele chegava de madrugada em casa e estava em pé às 5h da manhã para pegar o ônibus para o trabalho…

Batalhamos cada centavo para conquistar uma casa sozinhos, para organizar o casamento dos meus sonhos. Encontramos muitas dificuldades (familiares, pessoais, financeiras), mas vimos MILAGRES acontecerem dia após dia. A parte mais bonita da nossa primeira casa era, sem dúvidas, o quarto de Lara!

Lara nunca chamou Victor de pai, mas quando questionados sempre explicávamos que ela tinha a sorte de ter um pai do coração e um pai de sangue.

W. avisava que estava indo para a cidade, sempre um dia antes da sua viagem, mas muitas vezes ficava sabendo que ele já estava na cidade há um certo tempo para curtir com os amigos. Não importava o tempo que ele passava, a visita durava cerca de duas hora e era sempre acompanhada do seu pai.

O que eu achava sobre isso? Não sei bem explicar. Um pouco de mim era revolta pela falta de amor que existia naquele coração, MUITO de mim era paz pela tranquilidade de poder criar e cuidar dela sem maiores problemáticas, um pouco de mim também era pena.

Minha mãe, na condição de mãe solteira também, me ensinou a não odiar o meu pai biológico. E cá estava eu, seguindo os seus passos na tentativa de acertar e transformar aquele vazio (ou não!) em apenas mais um conto da sua história!

O pior disso tudo, sem dúvidas, era/é ver um pouco do nosso trabalho diário ser “estragado” com comentários desalmados. E a cada reencontro de duas horas contadas no relógio, nos trazia a certeza de que teríamos que correr para catar as migalhas do coração partido e cabeça confusa da nossa pequena filha.

Mas a nossa vida não podia parar… Chegou, enfim, o dia 3/03/13. E diante de todos que amamos, os nossos VOTOS encheram de amor aquele momento.

O dia 3 de Março de 2013 chegou na nossa história!️ Passamos quase dois anos organizando uma festa para que os nossos amigos mais próximos e familiares pudessem testemunhar aquele momento. Mesmo sabendo que o nosso compromisso já tinha sido firmado entre nós antes mesmo desse dia!

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Fiz questão de dar para Lara um vestido de princesa fadinha, desenhado para ela e feito sob medida. Acima de tudo, eu não estava casando sozinha. Meu pai do ️ me levou até o altar e NOS entregou para Victor. Lembro que diante de toda a emoção do momento, só conseguia focar em Lara reclamando do sapato apertando! E foi exatamente isso que ela disse no ouvido de Victor assim que chegou ao altar: ô, Victor, meu pé tá doendo.. Meu sapato está apertado.

Aquela já era a nossa vida, mas agora nos perpetuaríamos. O nosso romance sempre foi regado a mamadeiras, chupeta, birras, zoológico, filme infantil e AMOR, muito amor.

Casar com um filho não é a mesma coisa, é ainda mais especial. Limitações existem, problemas diferentes de conta e “qual restaurante escolher no final de semana” também se farão presentes o tempo inteiro. Mas ele estava disposto a tudo aquilo, por amor a mim e a Lara.

DEUS cumpriu os pedidos mais secretos do meu coração e para você que está vivendo um dos capítulos da minha vida, acredite: a sua felicidade chegará, não perca as esperanças e a alegria na vida! Ter um filho, independente da situação, é motivo o suficiente para CRER EM DIAS MELHORES SEMPRE.

Ananda Urias
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Ananda Urias
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46 Comentários

  1. KK
    3 de Fevereiro de 2016 / 22:29

    Que história linda! E aquela dedicatória, a mais linda que já li! Parabéns!

  2. Joseane
    3 de Fevereiro de 2016 / 22:29

    Linda historia, que Deus possa continuar derramando chuva de bençaos sobre o seu lar. Bjs

  3. CECILIA
    3 de Fevereiro de 2016 / 22:31

    Amei! Finalmente o final feliz! Acompanhei todos os dias… capitulo por capítulo

  4. Rhebeka Ribeiro
    3 de Fevereiro de 2016 / 22:48

    Que história linda, amo história de amor! Parabéns para o Victor que não se deixou influênciar por tudo o que diziam. A história de vocês foi escrita por Deus, então não tem como dar errado. Que o Criador continue abençoando vocês. ?

  5. Lidiane Miranda
    3 de Fevereiro de 2016 / 22:49

    Linda história!!! Desejo toda felicidade do mundo a vocês. Que Deus na sua infinita bondade os abençoe.

  6. Priscilla Morais
    3 de Fevereiro de 2016 / 22:54

    Chorando litros de emoção!! Que história linda e surpreendente hein gata!!! Quero mais capítulos kkkkk
    Parabéns para a família! Felicidades e amor sempre e para todo sempre!!!

  7. Suoli
    3 de Fevereiro de 2016 / 23:27

    Muito linda a sua história. Que Felicidade continue a cada dia na vida de vcs. Deus sempre guie e abençoe essa família linda.

  8. Gabriela Sales
    3 de Fevereiro de 2016 / 23:34

    Deus sempre abençoe !! Família linda… Beijos ! ?

  9. Nattiele Silva
    3 de Fevereiro de 2016 / 23:40

    Muiro linda a história, me emocionei muito com cada capítulo.
    Que Larinha tenha uma vida cheia de amor, e que nunca lhe faltem sorrisos. Beijos para Larinha e Alice

  10. Larissa Morais
    3 de Fevereiro de 2016 / 23:42

    Que história linda…estou arrepiada!!! Quanto amor envolvido!! Uma família linda!!!
    Parabéns Ananda, pelas suas batalhas, suas vitórias. E que Deus abençoe sua família sempre!! Sejam muito felizes… Ah, muito legal da sua parte compartilhar todos esses sentimentos…tenho certeza que ajuda bastante mães que estejam passando por algo parecido!!! Fiquem cm Deus!! Bjos

  11. 3 de Fevereiro de 2016 / 23:51

    Que coisa mais linda, você me fez chorar. Acompanhei cada dia de postagem e ficava ansiosa a espera do próximo capítulo. Ter filho é a melhor coisa do mundo e muito difícil, mas quando se tem amor, tudo fia melhor. Muitas felicidades pra vocês ?

  12. 3 de Fevereiro de 2016 / 23:52

    Que coisa mais linda, você me fez chorar. Acompanhei cada dia de postagem e ficava ansiosa a espera do próximo capítulo. Ter filho é a melhor coisa do mundo e muito difícil, mas quando se tem amor, tudo fica melhor. Muitas felicidades pra vocês ?

  13. Hariany
    4 de Fevereiro de 2016 / 00:27

    Muito linda sua história

  14. Janini Motta Biscaglia
    4 de Fevereiro de 2016 / 00:32

    Ananda, tu é uma guerreira! Tens uma história linda e uma família mais ainda. Desejo que Deus continue te iluminando e abençoando assim como a tua família! Grande beijo! ?

  15. Josana Tenório
    4 de Fevereiro de 2016 / 01:05

    Ananda primeiramente que desejar muitas, muitas mesmo, Felicidades pra sua família linda! Me emocionei com cada capítulo descrito por vc. A sua história não é muito diferente da minha, vibrei aqui com suas conquistas, chorei com as suas desilusões e momentos tristes, Pq neles Eu me vi e ainda me vejo, mas espero em Deus poder um dia viver esse final feliz!
    Deus abençoe essa linda família!!! ??

    • Josana Tenório
      4 de Fevereiro de 2016 / 01:07

      Ahhh não poderia deixar de falar que estou viciada nas histórias da maezice

  16. Tamires Cáceres
    4 de Fevereiro de 2016 / 01:58

    Linda história e belíssimo desfecho!!! Que Deus continue abençoando está linda família que construíram!! Muito amor e sabedoria para vcs!! Bjs

  17. Sandra
    4 de Fevereiro de 2016 / 02:57

    Muito bom ouvir sua história Ananda! Também tenho um filho de relacionamento anterior …. Já tinha 30 anos … Era formada…. Mas as dificuldades são as mesmas ! Hoje sou casada e meu filho e meu marido adotaram-se… Sao Filho e pai ” efetivamente” e descobri que tudo nesta vida tem jeito…. Basta que queiramos de verdade! Parabéns pela coragem de relatar tudo isto! Compreendo exatamente tudo que vc vivenciou ! Meu filho tem 13 anos e moramos com o nosso amor no Oriente Médio! Meu marido também é o homem da nossa vida!

  18. Francielli Morello
    4 de Fevereiro de 2016 / 06:42

    Emocionante, revigorante, linda história….parabéns ao casal e a família que construíram juntas!!

  19. cynthia pimentel
    4 de Fevereiro de 2016 / 07:01

    Ananda como estou emocionada!!!! Você me fez agora nesse exato momento reacreditar na vida,pois estou gravida de 8 meses e passeia a minha gestação sofrendo com criticas,comentários maldosos e a falta de amor do pai da minha filha,fingi que tudo estava bem ate o mês passado ate que decidi que a minha filha não merece mendigar o amor dele nem de ninguém ,portanto estava eu triste planejando uma vida com a minha filha sem esperanças mais depois de ler esse artigo tudo em mim muda nasce uma esperança e so tenho que te agradecer…beijo!

  20. Liliane
    4 de Fevereiro de 2016 / 08:03

    Uma linda história de amor e intervenção de Deus. Sua família é linda e as bênçãos de Deus são presentes em cada detalhe é em cada situação vivida seja ela na alegria ou na dor, vc é uma sem duvida uma escolhida do Senhor.
    Parabéns pela bela história e família que vc constituiu!
    Deus os abençoe cada dia mais! ? ? ?

  21. Lila
    4 de Fevereiro de 2016 / 08:35

    Ainnnnnnn, amiga! Só amor por vcs! Não importa se acompanhei tudo de pertinho ao longo dos anos, sempre que leio sobre vc é Larinha lembro de cada detalhe, de cada visita, da sua barriguinha crescendo e do meu amor por vcs! Lembro de quando conheci Victor na minha formatura e da felicidade estampada no rosto de vcs, coisa mais linda de se ver, e eu já tive certeza que era ele o carinha certo! Depois de tudo vcs (Nanda e Lara) mereciam um amor tranquilo, e Victor chegou trazendo esse amor com ele e muito mais. Que Deus abençoe cada dia mais essa família linda! Te amo pra sempre e sempre! ?

  22. Lana Motta
    4 de Fevereiro de 2016 / 09:02

    Nanda,
    eu AMO essa foto de vcs tres e o Marcelo, a maneira que o Marcelo tá olhando pra vc é a mais linda. A historia de vcs é muito especial.
    beijos

  23. Carolina Siebra
    4 de Fevereiro de 2016 / 11:04

    Nanda, a vida é cheia de surpresas, tudo sempre tem um propósito e eu acredito que nada é por acaso. Sempre fui uma pessoa muito grata, tanto a Deus, quanto as pessoas e hoje venho aqui lhe dizer que sou muito grata por ter conhecido você e por ter a oportunidade de ter ganhado duas sobrinhas lindas. Você é cheia de vida, cheia de amor pra dar, vive com um sorriso no rosto e tem o temperamento muito parecido com o meu. Que tenhamos a oportunidade dessa convivência eternamente. Beijão da sua Cunha 2.

  24. GABI M
    4 de Fevereiro de 2016 / 16:56

    Era tudo que eu precosava ler! Acompanhei ansiosa pelo final feliz.. que eu também tenha um “inicio” feliz .. afinal, é só o começo de muito amor né.. parabens pela familia.. que Deus abençoe voces sempre

  25. Tatiana Bastos Lima Nobre
    4 de Fevereiro de 2016 / 17:20

    Ananda que linda a história de vocês que Deus abençoe cada dia mais!!! Eu também tenho uma linda história… o meu esposo foi o meu primeiro namorado… namoramos na nossa juventude apenas 4 meses e depois terminamos… 17 anos se passaram e nos reencontramos, e hoje estamos casados e felizes!!!!!!

  26. Leticia Arcanjo
    4 de Fevereiro de 2016 / 23:16

    Que história linda! Parabéns pela garra e força, passar por tudo isso não é mole nao. Mas a benção é certa: Larinha. Que Deus abrnçoe mais a sua família, e tenha certeza, tudo aconteceu da melhor forma que poderia acontecer, nada é por acAso. Um grande beijo pra todas! ?

  27. Paloma Freitas
    4 de Fevereiro de 2016 / 23:33

    Linda História! Felicidades para vcs sempre! Beijos!

  28. Ericka Rattis
    5 de Fevereiro de 2016 / 12:06

    Eu juro!
    Me emocionei pra valer….
    Que historia linda e que pedacinho da minha… ??? e por coincidência ou não o ano de nascimento de nossas princesas lindas foi o mesmo. 2009 nunca sairá da minha memória e do coração com tantos acontecimentos é um turbilhão de emoções. Estou esperando pelo propósito de Deus na minha vida! Um beijo no coração de vcs!!!! ???

  29. Ana Clara
    5 de Fevereiro de 2016 / 15:17

    Meu Deus Ananda(corrigindo post acima), me arrepiei por cada palavra em que li. É como se você estivesse contando minha história, claro que sem a parte de encontrar alguém especial como você. Ainda sou apenas a mãe solteira de uma recem nascida, com uma expectativa de dias melhores, apesar de que, cada segundo ao lado de minha filha, um amor gigantesco cresce dentro de mim. Mais ainda preciso superar toda magoa causada por esse amor. Enfim, suas palavras, sua história, é uma inspiração para mim de dias melhores! Obrigada por compartilhar conosco essa história de vida maravilhosa.

  30. Ananda Souza
    6 de Fevereiro de 2016 / 17:17

    Que história linda…
    Emocionante!!!
    Muito parecida com a minha, até temos o mesmo nome.

    Deus abençoe sua vida.
    Beijos

    Ananda

  31. Rayssa Santos
    6 de Fevereiro de 2016 / 17:31

    Ananda, obrigada por compartilhar conosco sua linda história de vida. Hoje, estou vivendo um pedaço dessa história, sou mãe solteira e tenho 20 anos. É realmente difícil conciliar maternidade, faculdade, enfim tudo se torna desafiador e sua história, tenha certeza, me faz acreditar ainda mais que dias melhores estão por vir e que tudo o que estou passando só serve para me tornar mais forte. Que Deus continue abençoando tua vida e tua família! Beijos! Felicidades sempre!?

  32. Daniela Dorta
    7 de Fevereiro de 2016 / 14:45

    Ananda a história se vocês é linda demais. Parabéns pela história real que enche nosso coração de amor . Que Deus sempre abençoe vocês . Adoro a maneira como escreve deveria escrever um livro sobre suas histórias e experiência como mãe , como certeza inspiraria muitas outras mães por aí . Beijos

  33. Danielle Oliveira
    9 de Fevereiro de 2016 / 19:56

    Eta que história linda! Emoção a cada linha, a cada palavra…
    Que Deus continue sempre abençoando VC e sua família.
    Nanda, VC é uma mulher forte, guerreira e linda. Te admiro demais. Tem uma família linda.
    Parabéns!

  34. Gina
    10 de Fevereiro de 2016 / 15:46

    História linda, lição de vida!!! Me identifico muito, apesar de não ter sido mãe solteira, mas divorciada. Deus também me abençoou com um marido maravilhoso, mas isso porque não podemos desistir de confiar e querer o que merecemos, não da pra se jogar em qualquer relacionamento. Parabéns pela família linda, ja os amo muito!

  35. 13 de Fevereiro de 2016 / 11:44

    E foi sem procurar e sem querer que cheguei aqui…
    Que história… Chorei do início ao fim!
    E conto o motivo…

    Estou com 16w de gestação, fruto de um relacionamento maluco. E que acabou assim que soube da gravidez.

    Me vi em tudo que você escreveu. Que a bondade de Deus permita a mim e a Sophia que encontremos um final feliz.

    Obrigada por compartilhar!

  36. Catarina
    21 de Fevereiro de 2016 / 01:31

    Linda história. Superação e fé! Belo exemplo para suas meninas. Felicidade para vocês sempre!!

  37. Railana Moreira
    7 de Abril de 2016 / 16:12

    Que história mais linda!! Muito emocionada! Chorei de emoção quando foi ao altar com Lara, e ri dela reclamando do sapato! Crianças fazem muito isso kkk Família linda, que Deus abençoe grandemente!

  38. Alessandra T
    7 de Maio de 2016 / 10:47

    Ananda, leio sempre diversos blogs de moda, notícias etc (tb sou jornalista). E, agora, mãe, de um bebê de sete meses, passei a ler blogs de maternidade. Porém, NUNCA COMENTEI uma postagem de nenhum dos blogs, apenas leio, repasso para alguma amiga etc.
    Porém, ao ler esse teu texto, meu deu uma vontade de vir comentar. Me deu uma vontade de te conhecer pra te abraçar. Desejo vida longa ao casal, que Deus cubra de bênçãos esse rapaz iluminado que te escolheu. Que cubra de bênçãos a sua família. Parabéns.

  39. Vanessa Santos
    14 de Maio de 2016 / 01:13

    Deus é maravilhoso! Que linda a sua história, me emocionei. Que o Senhor continue te abençoando grandemente. Acabei de conhecer seu Instagram, estou amando suas postagens. ?

  40. Franciele
    14 de junho de 2016 / 13:26

    Ananda, que texto incrível, passei e ainda passo por tudo isso. Mas acredito muito na força do amor e tenho certeza que irei encontrar um homem que faça por mim e pela minha filha o que o pai de sangue dela sempre se negou a fazer. Parabéns pela superação diária!

  41. Thayse Cavalcante da Rocha
    20 de junho de 2016 / 11:25

    Ananda que linda história, não tem como não se emocionar! parabéns!

  42. Amanda
    5 de agosto de 2016 / 13:15

    Que história maravilhosa! Estou com muita vontade de te abraçar ❤❤

  43. Natália
    16 de agosto de 2016 / 18:38

    História emocionante!!!

  44. Bruna Ruiz
    10 de setembro de 2016 / 10:30

    Chorando aqui. Linda história. Deus sabe de todas as coisas. Tenho passado por dias intermináveis e vc acaba de alimentar um fio de esperança. Obrigada. E que Deus abençoe vcs ainda mais.

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