Por que todos pais deveriam assistir ‘O Começo da Vida’

Por que todos pais deveriam assistir  ‘O Começo da Vida’

Muito tem se falado sobre o documentário ‘O Começo da vida’, mas se você ainda não está convencido de que deveria ‘guardar’ 2 horas do seu dia para asssitir ao filme, talvez esse texto possa te fazer mudar de ideia e contribuir para que, através dos conhecimentos ali recebidos, a sua maternidade e paternidade seja vista através de uma ótica completamente nova e limpida.

Eu chorei do começo ao fim. Alguns momentos do filme me fizeram refletir de forma ‘dura’ sobre a mãe que sou, mas principalmente sobre a mãe que quero ser para as minhas filhas. A família que idealizei passa longe de ser a família que vive em minha casa, pelo simples fato de que somos seres humanos e estamos sucetíveis (o tempo todo) ao erro! O filme também me trouxe lembranças do crescimento das minhas filhas, fortes conexões que tive o prazer imenso de participar ativamente, mas também me lembrou dos momentos que perdi ao lado delas. Ainda chorei quando me deparei com a realidade do nosso MUNDO: mães e pais que abrem mão de suas vidas profissionais para cuidarem de seus filhos, mas ainda são vistos como NADA perante a ótica da sociedade.

Não é preciso ser nenhum sociologo para saber que os valores do nosso mundo estão invertidos, mas também não podemos negar que está nascendo uma nova geração de pais e mães cada vez mais ativos e presentes. Enfim, percebemos que SOMOS o que os nossos filhos precisam para terem um futuro seguro e uma auto estima que garanta que eles serão capazes de ERRAR quantas vezes forem preciso, até acertar ou descobrir novos caminhos.

“Cada CRIANÇA que nasce é uma espécie de SURPRESA para a humanidade… e é com esse espírito que devemos acolher as crianças que chegam ao mundo!”.

Lembrei do dia em que Alice nasceu, mas principalmente do dia em que encontrei aos 21 anos a minha primogênita: não sabia o que esperar e me surpreendi. Entre tantos sentimentos, NINGUÉM me preparou para amar ela mais do que a mim. NINGUÉM me explicou que eu daria a minha vida por ela, mas acima de tudo: NINGUÉM me disse que a forma como eu (e todos a sua volta) encararia a sua história de vida seria a forma como ela enxergaria a própria história. E nessa hora, mais uma vez… eu chorei. Nossos filhos precisam de QUEM ESTÁ ao seu lado, de quem se faz presente, de quem faz parte da sua história.

O AMOR é uma descoberta do dia a dia, e não é a toa que você ainda se pergunta: “como eu posso amar hoje, mais do que eu amei ontem?”. O amor parental (seja ele consanguineo ou não) é exatamente assim, construído com o dia a dia, com a intimidade, através do exercício diário do cuidar, regar e zelar.

“A mãe é a primeira amostra de humanidade com a qual a criança tem contato… Então, a relação que você tem com ela, determina o MUNDO para o qual ela vai entrar e o apoio que ela poderá esperar do mundo”

Apesar de falarmos muito sobre maternidade, a paternidade é tão importante quanto. A mãe é a primeira mostra do mundo, mas o pai é a certeza de que o mundo vai além…! Como mães, precisamos aprender que a fórmula correta para a realização das tarefas NÃO EXISTE. O que existe SÃO VÁRIAS formas que irão beneficiar, de maneiras diferentes, a criação do filho. PERMITA que o seu companheiro seja o pai que ele deseja ser, que ele brinque da sua maneira, que ele alimente da sua forma, que ele nine com as suas próprias músicas prediletas e CRIE intimidade com o filho. Ele vai errar? Vai! Claro que vai, mas lembre-se que você erra (e muito!).

Para finalizar, aos prantos, esse breve texto sobre um filme tão profundo deixo aqui as duas frases que mais mexeram comigo:

“Meus filhos não ligam se eu sou importante ou se ganho dinheiro. Eles se importam se eu estou PRESENTE e isso é um ótimo lembrete para a vida”. (Não é sobre ter, é sobre ser)

“Se você não ouve as crianças, elas se perdem…” (essa frase ainda ecoa por aqui…)

Sem dúvidas, esse foi o documentário mais marcante da minha jornada de VIDA. Levarei comigo muitas informações compartilhadas, muitas imagens inesquecíveis, as lágrimas que derramei por me sentir emocionada ou por ter me questionado de forma dura e implacável se estou conseguindo ser de fato a melhor mãe que posso ser para as minhas filhas! A reflexão não acabará aqui, tenha certeza. Quantas vezes for preciso, assistirei ao filme para me lembrar que não existe segredo, mas através do amor podemos criar crianças Fortes e Seguras.

Se eu indico? Vou além, acho que esse filme deveria ser visto por TODAS as mães e pais do mundo! Talvez poderemos enxergar as nossas crianças, família e sociedade de uma forma mais amorosa e com mais empatia.

Não deixe de assistir, você não vai se arrepender.

O filme ‘O começo da vida’ já está disponível no Netflix!

Se você já assistiu, não esquece de deixar aqui o seu comentário contando o que achou. Tenho certeza de que poderemos auxiliar muitas mães e pais, nessa descoberta para um mundo novo.

Beijos,

Ananda Urias

Ananda Urias
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Ananda Urias
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4 Comentários

  1. Cintia Penha
    2 de junho de 2016 / 08:22

    Tenho um filho de 11 anos. Fui Mãe bem jovem, aos 19 anos. Esse documentário veio justamente no momento em que planejo aumentar a minha família. Muita coisa na nossa vida de Mãe fazemos por instinto, quase que nascemos sabendo, porém muitas outras deveriam ser ensinadas. Amei tudo! Foi uma experiência incrível! Saber que errei sim em alguns pontos, porém os acertos foram muito maiores, e a certeza de ter feito tudo com tanto amor me deixa segura de que Estou no caminho certo.

  2. Camila Nogueira
    2 de junho de 2016 / 08:29

    Conseguiu traduzir tudo que senti depois que vi o filme e algumas das partes que mais me marcou. <3

    Outro ponto que me deixou refletindo foi a importância da comunidade para o desenvolvimento dos nossos filhos e aquela preocupação de querer "dar o melhor", mas o melhor não é brinquedos hightec mas atenção e mais participação.

    O texto ficou lindo, Nanda. 🙂

    • Ananda Urias
      2 de junho de 2016 / 08:35

      Camilinha,
      também me emocionei muito nessa parte! Principalmente, porque estou vivendo esse momento e buscando essa comunidade. Queria muito ser um daqueles casais do filme… sério! 😛
      Beijooos

  3. 2 de junho de 2016 / 08:30

    Assisti os filmes aos prantos com minha bebê de 2 meses no colo… A cada momento eu me identificava… E apertava ela no meu colo… Beijava e sussurrava: a mamãe está aqui filha! Esse eh um daqueles filmes que devem ser vistos uma vez por mês… Pra nos lembrarmos do que as crianças precisam e como estamos agindo nessa sociedade! Podia passar todo mês na sessão da tarde né? ????

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