Socorro! Meu filho não faz cocô

Socorro! Meu filho não faz cocô

Acredite, eu sei o que você está passando. No momento do desfralde, lá pelos 2 anos e meio, Lara começou a apresentar dificuldades para evacuar e constantemente nos víamos desesperados dentro de casa contando os dias, os minutos e segundos que faltavam para esse grande pesadelo acabar. Entre as principais características da constipação ou prisão de ventre está o número reduzido de evacuações, dificuldade para eliminar as fezes que se apresentam ressecadas, desconforto, distensão e inchaço abdominal e mal-estar. Não é a toa que todo mundo sofria, ela chorava, eu chorava e quem estivesse por perto chorava junto, afinal é muito doloroso ver uma criança abaladíssima, tendo que fazer uso de supositório (guardem essa informação, vamos falar sobre ela já já) e ficando cada dia mais traumatizada com um evento que deveria ser tão natural.

Lutamos atrás de médicos que entendessem o tamanho do nosso desespero, mas até os mais confiáveis nos garantiam que apenas uma mudança na alimentação seria o suficiente para o episódio mais longo de nossas vidas ter um final feliz. Mas convenhamos, se fosse tão fácil inserir certos alimentos na dieta das crianças a vida seria muito simples, né? O que não foi o nosso caso.

PSICOLOGA INFANTIL 

maezice_livro_coco_no_tronoLembro que na época, levamos Larinha à psicologa porque o pediatra chegou a dizer que a constipação era causada puramente para chamar atenção para algum problema que ela vivenciava. Apesar de não concordar com a teoria, a nossa psicologa da época (muito querida) indicou um livro que nos divertia muito nas idas ao banheiro. O livro Cocô no trono, deu uma certa leveza na hora de levar Lara até o ‘trono’. Já que, no meio de tantas confusões, ir ao banheiro já era sinônimo de muito caos e estresse.

SUPOSITÓRIOS

Lembra dos supositórios mencionados acima? Pois bem, durante o desespero, alguns pediatras sugeriram – em último caso – o uso de supositórios anais para auxiliar no tratamento da constipação. Claro que o uso sortiu efeito, ela enfim defecava, mas todo o processo traumatizou e traumatizaria qualquer criança. Por mais cuidadosa que seja a aplicação de um supositório, este é um remédio altamente invasivo e gera um estresse enorme e uma rejeição certeira. Se nós tivéssemos encontrado uma resposta mais rápido, confie em mim, eu nunca permitiria que a minha filha sofresse tanto com o uso desse medicamento, ele só é válido para urgências e em caso de crianças que não estão realizando um tratamento médico.

GASTROPEDIATRA

Quando tudo parecia não ter fim, já tínhamos passado por muitos pediatras competentes, lembramos que no início da saga uma amiga minha tinha sugerido a nossa ida a um gastropediatra, um médico que cuida exclusivamente do sistema gastro e de suas patologias. Logo na primeira visita, a doutora passou um remédio manipulado, o PEG 4000 em pó para ser misturado aos líquidos e o uso de fibra em pó na alimentação sólida, nada mais de supositórios ou medicamentos que não fossem de base natural!

Fizemos uso desse medicamento MANIPULADO e receitado pela nossa gastropediatra por dois anos, o primeiro ano de forma mais intensa e o segundo apenas em momentos que pediam certa atenção, pois esse é um processo lento. Durante esses dois anos, vivemos momentos bons em outros simplesmente se recusava a ir ao banheiro, as vezes a brincadeira era tão boa que ela deixava a vontade passar e isso também atrapalhava, mas durante dois anos tínhamos a solução e não precisávamos mais chorar de desespero e nem esperar o pior chegar para agir. Agora é só se ligar nas recomendações abaixo e auxiliar o seu filho a ter uma vida melhor!

  • Leve seu filho ao banheiro SEMPRE que perceber que ele está com vontade. Crianças dificilmente querem parar a brincadeira para ir ao banheiro, então cabe a você dar continuidade a brincadeira lá no banheiro.
  • Ofereça frutas com casca no intervalo das refeições
  • Tente administrar as situações de estresse e picos de ansiedade
  • Se nada der certo: procure um GASTOPEDIATRA

COMO ESTÁ LARA AOS 7 ANOS

Hoje, aos 7 anos, Lara já está muito melhor. Assim como toda pessoa, ainda temos dias sem ir ao banheiro, principalmente quando viajamos. Mas Lara já tem consciência da importância de ir ao banheiro na hora certa! Como passamos por momentos difíceis nos seus primeiros anos, com certeza esse será um assunto que sempre ficaremos de olho por aqui.

Qualquer dúvida ou sugestão, não deixe de comentar!
Conte a sua experiência para a gente, vai!
Beijos,

Ananda Urias
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Ananda Urias
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1 Comment

  1. Luciana
    8 de junho de 2016 / 22:19

    Eu passei exatamente pelo mesmo sofrimento… A solução tambem ocorreu quando fomos ao gastropediatra e ele nos passou esse po mágico!! ?

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