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Ananda Urias

Mãe, larga esse telefone…

Quantas vezes o seu filho te chamou atenção porque você não olhava nos seus olhos ou estava ali de corpo, mas a alma estava vagando por aí? Esse não é um post para te julgar, ao contrário… estou aqui para compartilhar os meus últimos aprendizados e reconhecer como é tentador se tornar refém da internet, do Instagram, e principalmente da sedutora “vida alheia”. Essa é uma história sobre mim, que talvez também seja sobre você. Mas caberá a você decidir se faz sentido ou não para você! Estamos combinadas assim? 😉

poxa! Eu bem sei como é difícil se olhar no espelho e perceber um “quê” de hipocrisia nas minhas convicções e palavras, quando o assunto é telas. Recentemente, a minha pré adolescente me questionou porque eu podia usar por tanto tempo seguido o celular, mas ela não poderia ter um? E pra fechar com chave de ouro, a minha caçula me pediu para olhar em seus olhos enquanto a gente terminava uma brincadeira. “Olha aqui, mãe! Larga o celular, mãe”.

A cabeça ficou a mil, e foi aí que eu comecei a me perguntar sobre quantas horas por dia eu passo na frente de uma tela minúscula que cabe na palma da minha mão? Quantos sorrisos espontâneos eu já perdi porque estava mais entretida com o que se passava bem longe de mim?
Toda vez que eu penso em pegar o celular no meio de uma conversa olho no olho, de uma brincadeira ou um abraço, deixo o LARGA O CELULAR MÃE, ecoar aqui dentro.

Minhas filhas precisam, querem e desejam a minha atenção e presença.

Não estou fazendo do celular o vilão, e nem eu sou a princesa indefesa dessa história, nem seria louca de dizer para cancelarmos a tecnologia e voltarmos para o tempo das cavernas.
Mas foi preciso um “se liga” sincero para que eu partisse em busca do equilíbrio perfeito, aonde eu não fosse mais refém do celular e não me permitir mais enxergar os meus filhos através de uma tela.
Minhas filhas precisam do meu olhar, tanto quanto eu preciso delas.
Mãe, larga o celular e vai brincar. ❤️

Texto: @maezice por Ananda Urias

Volta às Aulas Superpoderosa – concorra a kit PJ Masks

Que tal comemorar a volta às aulas com um kit incrível do desenho animado PJ Masks? Se os seus filhos, assim como as minhas, também adoram os super heróis de pijamas, não deixe de ler esse post e descobrir como vocês podem concorrer a um kit vola às aulas com  1 mochila (DMW), 1 estojo (DMW), e 1 caderno brochura de capa dura com adesivos (Tilibra) dos personagens.

Para participar do concurso é muito simples: pais ou responsáveis legais devem se cadastrar no site da campanha e, com os filhos, responderem a seguinte pergunta: “Se você pudesse ativar um superpoder na escola, qual seria e por quê?”.  As duas respostas mais criativas ganharão um kit PJ Masks de Volta às Aulas.

Os pequenos deverão usar a imaginação, brincando de super heróis, com super poderes, combatendo o “crime” e aprendendo lições valiosas pelo caminho, assim como os personagens Conor, Amaya e Greg, do PJ Masks.

Para participar acesse o link: PJ MASKS VOLTA ÀS AULAS 
E se cadastre e responda à pergunta, até o dia 09 de fevereiro . O resultado do concurso cultural será anunciado no dia 18 de fevereiro na página oficial do PJ Masks no Facebook (www.facebook.com/PJMasksBR).

Larinha já está pronta para começar as aulas, e você não vai ficar de fora dessa, não é? 🙂

Beijos,

Ananda Urias

Precisamos falar sobre puerpério

Ei, você! Grávida. Precisamos falar sobre puerpério, precisamos conversar sobre o bico rachado, os hormônios em ebulição, as noites em claros, o choro escondido no banheiro e a exaustão.

Deixe de lado o enxoval, as roupas importadas, o carrinho do momento, o kit berço, o berço colorido ou a caminha de casinha, por favor: PREPARE o seu coração, invista em você.

Você está prestes a vivenciar a mais incrível aventura da sua jornada, mas nem os livros que você leu, nem o seu obstetra, nem as suas amigas, nem a sua mãe, serão capazes de te preparar para o que está por vir.

Esqueça a família de comercial de margarina, muito provavelmente você nunca vai se sentir assim. Aprender a viver com o coração fora do peito é uma missão dolorosa.

Sabe aquele amor que todos dizem que sentem assim que o filho nasce? Eu sei que ninguém te fala, mas o amor de mãe é uma construção diária. E quando você se perguntar, aos prantos, se será capaz de amar, cuidar e criar, acredite!Você vai descobrir que por essa criança será capaz de dar a sua própria vida.

Prepare-se para abraçar o caos. Não são apenas as noites em claro, a falta do banho, da comida fria, do café tranquilo, do encontro com as amigas, do tempo a sós com o parceiro, da ida tranquila e solitária ao banheiro. Se prepare para amar outro alguém mais do que a você mesma. Se prepare para o medo da morte, para a insegurança que te abate nos dias difíceis, para viver dentro de outro corpo uma nova vida. Se prepare para ver o mundo com outros olhos, para perder alguns “amigos” e descobrir no percurso quem vale a pena estar contigo.

Esqueça todas as imagens que te fizeram sonhar com o momento incrível em que seu filho mama pela primeira vez. Amamentar é incrível, mas na maioria das vezes não é uma missão fácil. E se o bico rachar, se sangrar, procure um profissional para te apoiar. Persista, mas não se culpe. Busque ajuda, mas não se cobre perfeição. Acredite na sua intuição, mas não esqueça que você é recém chegada nessa escola. Seja humilde e gentil com você, com o seu filho e com as pessoas que estão ao seu lado. Sabe aquele conselho dado de bom grado e cheio de boas intenções? Escute, filtre e leve adiante apenas o faz sentido para o seu coração.

Prepare-se para descobrir que mãe não tira férias, não tem feriado prolongado, ou final de semana de semana de preguiça na cama.
Prepare-se para querer colo de mãe, para se sentir sozinha (mesmo ao lado de tanta gente), para ter vergonha do seu novo corpo, para não se encontrar nos planos que você fez durante toda a vida, revisitar certezas e descobrir que muitas dos dedos que você apontou, serão apontados para você também. E por favor, prepare para se sentir triste, cansada, exausta e com saudades de você também.

É preciso falar o que ninguém te falou, é preciso desconstruir a imagem unicamente feliz da mãe que acabou de parir. Ser mãe dói, vá por mim.

Você vai chorar escondida, mas também vai descobrir dentro de si uma força que nunca imaginou que teria.
Autora: @maezice por Ananda Urias
Compre o meu livro: Muito Além da Maternidade

 

Criar o filho dos outros é fácil

Criar um filho não é nada fácil, mas aquela ‘vizinha’, algumas pessoas da família e a aquela mãe amiga sabem criar meu filho melhor do que eu. Impressionante! Alguns dias, tenho vontade de bater na sua porta e deixar o meu filho por lá. Vai que assim, o batalhão da perfeição consegue por ordem na minha “falha educação”.

A perfeição mora do lado de lá, onde eu não consigo alcançar. Para o terror das pessoas que insistem em me ‘aconselhar’, meu filho não dorme a noite inteira, não come como deveria, assiste mais tv do que eu gostaria, se joga no chão quando lhe é negado o chão ou um brinquedo desejado. As vezes, ele coloca o pé sujo no sofá, come com a boca aberta, quer pegar a comida com a mão, sobe em cima da mesa, grita quando contrariado! Não fico calada, não sou permissiva, mas educar não é fácil não! Sei que dou o meu melhor, faço o meu possível e já sofro o suficiente com o meu próprio julgamento.

Para as pessoas que ‘me’ julgam, gostaria de dizer que estou à disposição para ajudar a encontrar soluções criativas para os seus dias difíceis, porque ao invés de julgamento QUERO oferecer a minha EMPATIA. Posso te levar para passear, dizer que ser mãe não é fácil, te consolar e dizer que tudo isso vai passar!

Ser mãe do filho dos outros pode até ser fácil, mas eu prefiro encarar a minha maternidade e conquistar, dia após dia, a minha própria vitória! Então, quando as coisas por aí apertar, terei um bolinho quentinho e um ombro amigo para te ofertar!

Texto escrito por Ananda Urias, inspirado nas mães que criam mentalmente o filho dos outros.

Qualquer semelhança com a sua vida não é mera coincidência. (rs!)

Beijos,

Ananda Urias
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Você não precisa ser uma SUPER mãe

Filho, me perdoe mas não serei a sua super mãe, nem a sua super heroína, muito menos a sua super protetora. Gostaria de contar em primeira mão, que eu não espero que você seja um super filho, nem tenham super poderes para me agradar.

Seja apenas você, dê sempre o seu melhor em tudo, mas deixe a sua capa de “super” em casa. Melhor, jogue fora, nunca use, abominem os poderes que a sociedade insiste em impor – a nós mulheres. De super mesmo, desejo à você apenas AMOR.

Ontem, escutei uma conversa entre mães que se diziam “super” porque cuidavam de seus filhos, davam “conta” do marido, limpavam a casa, trabalhavam, tudo junto e ao mesmo tempo. Mulheres de garra, mas visivelmente abaladas, cansadas, estafadas. Prontas para desmoronar por dentro, mas por fora mantendo a capa de super mãe intacta.

Quando a barra da sua vida ficar pesada, não se acanhe em pedir ajuda. Super pessoas não existem… E quem assim se denomina, perde tempo demais lutando por um ideal de força e superação, competindo e idealizando, enquanto poderia estar simplesmente vivendo e amando.
Seja humilde, reclame, chore, escancare as suas dores para quem as amam. Peça ajuda, perdão, conselhos, na maternidade e na vida.
Você não vai dar conta de tudo sozinha, e não há mal nenhum nisso…

O amor incondicional é o único poder que desejo ter, e ele existe apenas por você!

Mãe, deixa a tua capa de super heroína em casa, amiga. Vamos aprender a ser “apenas” mãe de carne e osso…

Texto: Ananda Urias

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Por que você deveria empoderar SUA criança

Muito se fala sobre o empoderamento materno. Era comum, há pouco tempo atrás, as pessoas relacionarem a sua forma de empoderamento a via de parto escolhida. Ao meu ver, uma grande bobagem relacionar algo tão profundo com a sua escolha pela cesárea ou o parto normal. O empoderamento na verdade, é a chance que temos de viver uma maternidade diferente daquela que a sociedade nos impõem.

O empoderamento é o grito de liberdade para quem deseja ENFIM ser exatamente quem deseja ser. Ser autêntico em um mundo que aniquila (sem dó nem piedade) a tua confiança para te enquadrar em padrões convencionais não é fácil, mas é possível.

Ao meu ver, não só as mães, mas principalmente as nossas crianças gritam por empoderamento. E devido à urgência do caso,  nadar contra a corrente se faz necessário.

É MUITO difícil fugir da repetição da figura materna que nos acolheu e nos educou. Minha mãe é uma mulher extraordinária. Foi mãe solo em uma época onde isso era um crime contra a moral e os bons (oi?) costumes, mas mesmo me levando para o caminho do empoderamento PESSOAL, fazendo com que eu acreditasse em mim e nas minhas qualidades, ainda escutei por anos que eu era uma pessoa difícil. Veja bem, eu não a culpo por ter repetido infinitas vezes aquilo que ela escutou de seus pais. Há um tempo, me via cruelmente repetindo o mesmo discurso para a minha filha de apenas 7 anos. Até que eu me vi encurralada em minhas próprias lembranças e me deparei com a realidade: somos responsáveis pela forma como os nossos filhos se enxergam, se aceitam e se amam. Duro, porém real.

A maternidade e paternidade é assim mesmo. E se empoderar dá trabalho, além de gerar uma dor estrutural que muita gente não quer sentir! Não julgo, cada um sabe de si. Mas aqui eu tenho diariamente colocado mais “a cara no sol”.

Infelizmente, demorei a atentar para a necessidade do EMPODERAR. Minha filha mais velha, fruto dessa revolução, estava demonstrando uma insegurança e um necessidade de aceitação que doía até em mim. Foi chegada a hora de aceitar a personalidade, mas iniciar a revolução através do Empoderamento.

Claro que no caso da minha filha, existiam motivos para tais mudanças de comportamento: uma mudança de cidade, escola, saudades da família… Geraram nela uma crise existencial e em mim um pânico materno. Toda a teoria evaporou e eu, daqui, só conseguia repetir: ela é difícil! Nossa, como ela é difícil! Nossa, ser mãe é tão difícil. Nada que abalasse o meu amor, mas na altura eu já não me considerava certa dos caminhos a trilhar. MAS eu descobri que, na verdade, esquecei de me empoderar. E foi ali, em meio a um furacão de emoções que eu, encontrei o caminho a seguir.

Rasguei as teorias, os livros  que nos ensinar a criar meninas (eu quero mesmo é criar um ser HUMANO), aquele que manda deixar a criança chorar, aquele outro que fala sobre a plenitude e perfeição francesa. Nunca quis ser perfeita… Então, deixa ele pra lá!

Foi aí também que eu descobrir que empoderamento tem a ver com ser exatamente aquela pessoa que sou, só que para as minhas filhas. Aquela que sorri, que chora, que diz “agora não, estou estressada! (Sim, eu falo isso para a minha mais velha e ela aprendeu a respeitar), aquela que explica que em alguns momentos a gente também precisa de silêncio, de solidão, de alguns minutos a sós no banheiro. Ensino ela a ir, sem olhar pra trás e sem medo de ser feliz, porque ela PODE, ela CONSEGUE, ela é CAPAZ. Como também ensino ela a PENSAR, RESPEITAR, CALAR e se desculpar.

Nesse dia, também parei de repetir o discurso de 1990 de que ela é difícil. As situações, muitas vezes, são difíceis (e não há mal nenhum nisso, assim é a vida!), mas a minha filha é apenas uma criança aprendendo a viver nesse mundo tão cheio de sentimentos contraditórios. Não é difícil ser, a verdade é que é difícil crescer!

É difícil crescer, dia após dia, como mãe. Encarar os erros que são muitos, dormir com a culpa, abraçar os medos… Mas no dia em que me empoderei, descobri que tá tudo bem se hoje eu não dei conta, minha filha nem sempre dará também…

Enquanto o mundo tenta te acuar, usando o discurso clichê: vai ficar mimada, vai dar trabalho, vai ser uma criança difícil. Eu GRITO para o mundo que eu ela VAI ser feliz, vai ser segura de si, vai ter personalidade forte, vai correr atrás dos seus sonhos, vai saber o seu real valor.

Não CONFUNDA empoderamento com permissividade! Não confunda amor com “tudo pode”. Uma mãe que empodera o seu filho é PARCEIRA nas descobertas boas e ruins, é uma motivadora nos percalços da vida, é aquela pessoa que coloca o ombro à disposição para que o filho possa subir e descobrir o que tem além dos muros em que habita.

Empondere uma mãe, empodere um pai, empodere uma criança e colha os frutos dessa revolução.

texto: Ananda Urias

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Mamãe precisa de férias.

Filho, descobrir o mundo ao seu lado é maravilhoso, mas hoje acordei com uma vontade incrível de viver algo novo, diferente e libertador. Depois de várias noites seguidas entre idas e vindas do seu quarto para o meu, contabilizei algumas poucas horas de sono e uma vontade imensa de me redescobrir. Talvez, eu esteja em crise, é verdade, mas eu sei que lá no fundo estou precisando mesmo é de um tempo para mim.

Depois que eu virei mãe, me deparei com muita gente dizendo que eu não preciso mais dormir, não preciso mais saborear as minhas refeições, não preciso mais ler um livro, ir ao cinema, me maquiar… É verdade que as prioridades mudam, mas as singela necessidade de me auto satisfazer ainda vive por aqui. Claro que não posso mais ser a mesma o tempo todo, até seria impossível desejar tamanha besteira! Você deixou o meu mundo de cabeça para baixo, mas também me deu um equilíbrio que, na maioria dos dias, me sustenta. Nas horas, dias ou meses que me sinto errante, eu só queria gritar para o mundo que além de mãe também sou gente.

Mãe também precisa de um café quentinho, um vinho a dois, uma cerveja entre amigos, uma leitura despretensiosa que será interrompida fatalmente com um cochilo inevitável causado por tanto cansaço acumulado. Mãe também precisa namorar, e como precisa! Tenho certeza de que sentirei saudades quando estiver vendo crianças saltitando a minha frente, mas vai ser incrível lembrar de você de uma forma diferente.

Não me leve a mal, filhos, mas eu estou precisando de férias. Férias para recarregar as energias e relembrar como é bom ser exatamente a pessoa que eu era. Vou sem medo, porque vou por ter a certeza de que estarás de braços abertos me esperando retornar mais leve, mais feliz e com ainda mais amor para dar.

Mamãe precisa de férias e, por aqui, eu já sinto até o cheirinho do mar…

Texto: Ananda Urias

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É difícil ser uma boa mãe quando se está cansada

É difícil ser uma boa mãe quando a paciência falta.
É difícil ser uma boa mãe quando se está adoentada, com fome, com sono, com problemas que nos tiram o juízo, com questionamentos que nos fazem perder a paz.

É impossível ser uma boa mãe sempre.

É difícil ser uma boa mãe quando tudo que te dizem traz culpa e dor,  quando falta empatia, afago e carinho. Quando tudo que a gente mais precisava era de um café para esquentar o coração e um pedaço de bolo para adoçar o dia.

Não sou uma boa mãe todo dia, e tudo bem por isso. Eu sofro, eu choro, me despedaço… Mas lá no fundo, eu sei que eu fiz o meu possível, dei o meu melhor.

Alguns dias são mais duros do que outros, é verdade.

Hoje vou dormir perguntando “onde foi que eu errei”, mas sei que ao acordar e me deparar com dois sorrisos pequenos vou me convencer que está tudo bem.

E está tudo bem se eu não sou perfeita. Está tudo bem!

Texto: Ananda Urias

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10 coisas que nunca deveriam ser ditas para uma mãe em tempo integral

Só quem é mãe em tempo integral consegue compreender a real correria do nosso dia a dia! Alguns dias são mais tranquilos, é verdade. Mas quando o bebê não cochila durante o dia, as cólicas não tem fim, os picos de crescimento se fazem presente, até as tarefas mais simples e corriqueiras, como ir ao banheiro e comer um lanche, se torna uma grande missão. Atender telefone e bater papo então, são coisas que estão fora de cogitação!

Mas a verdade é que, na maioria das vezes, quem não vive a realidade do ‘mãe em período integral’ não consegue entender a dinâmica do nosso dia a dia. Para ajudar aos desavisados, preparei um post com 10 COISAS (frases e perguntas) que nunca deveriam ser ditas para uma mãe em tempo integral! Vai que esse post te ajuda a fazer aquele parente querido compreender que a vida não é tão fácil assim…?!

1 – O QUE VOCÊ FAZ O DIA TODO? 

Conciliar casa (mesmo que você não cuide sozinha dela), filho e vida não é uma missão das mais simples. Tem dia que o bebê tira longos cochilos durante a manhã, mas também existem aqueles dias em que o chão parece que tem prego e o berço formiga, e o colo da mamãe é a única solução. Entre as MILHÕES de coisas que uma mãe em tempo integral faz durante todo o dia estão: ninar, acalentar, cuidar, higienizar, alimentar… repetidas vezes, várias vezes por dia. Toda mãe em tempo integral já, pelo menos uma vez, almoçou em pé na cozinha com o bebê no colo, foi ao banheiro com o bebê nos braços e levou o bebê na cadeirinha para acompanhar em um rápido banho de ‘gato’. Agora que você já tem a resposta para a sua pergunta, que tal compreender – de uma vez por todas, que os seriados e novelas passam longe da nossa rotina?!

2 – FICAR EM CASA O DIA TODO DEVE SER MUITO LEGAL (quando legal significa fácil)

Quem é mãe em tempo integral escuta muitas frases como essa, afinal passar o dia inteiro em casa cuidando das crias é muito fácil #sqnmesmo hahaha Não há nada de fácil na nossa missão, hein? É difícil não ganhar dinheiro, é difícil abdicar da vida social que o mercado de trabalho nos proporciona, é difícil não ter hora para almoçar ou ir ao banheiro. Mas mesmo sendo difícil, quem escolheu (teve a chance, oportunidade e sorte) ser mãe em tempo integral sabe que todo o esforço vale a pena.

3 – O QUE VOCÊ FAZIA QUANDO TRABALHAVA? 

Nunca trabalhei tanto em minha vida como nos últimos anos, em que decidi ser mãe em tempo integral. Nunca mesmo! Meu trabalho não tem hora para começar (as vezes a bebê acorda de madrugada e estou à sua disposição, mesmo com sono!), nem hora para terminar. Não tenho hora de almoço, de descanso, e nem minutos para responder e-mails, mensagens no celular e fazer aquela ligação importante durante o dia. Quem foi que disse que eu não trabalho aí mesmo?

4- QUEM PAGA AS SUAS CONTAS? 

Primeiramente, esse assunto só dirá respeito a qualquer pessoa fora do círculo familiar, se a mesma se propor a realizar os pagamentos das minhas contas. Caso o contrário, é de extrema deselegância questionar a qualquer pessoa (seja ela mãe ou não) sobre as suas condições financeiras! Mas já que você perguntou… Quando uma mãe tem a possibilidade de escolher ficar em casa cuidando do filho, ela conta com uma rede de suporte financeiro, seja essa rede o marido, a mãe, uma tia ou todos juntos, unidos em prol de um único objetivo.

Essa, sem dúvidas, é a parte mais delicada do ‘ser mãe em tempo integral’. Então, se você não quiser de fato ajudar, não questione! Mas já que estamos falando sobre dinheiro, sempre que quiser presentear o filho de uma mãe em tempo integral, mande uma mensagem perguntando se a criança está precisando de algo e seja objetiva, dessa forma você será uma boa/bom amigo.

5 – QUANDO VOCÊ VAI VOLTAR A TRABALHAR? 

Esse dia pode até chegar, mas não serão os seus questionamentos que impulsionarão uma mãe em tempo integral de volta para o mercado. Escolher a época em que retoma para o mercado, é tão difícil quanto sair do mesmo. Todas as fases geram medo e insegurança na mulher, mas que serão resolvidas apenas com a ajuda do seu círculo familiar.

Não adianta questionar, pressionar e se meter, esse dia pode ou não chegar. Não depende de você!

6 – VOCÊ PASSA O DIA INTEIRO EM CASA E NEM PRA ME LIGAR! 

A maternidade em tempo integral é solitária e dolorosa. Acredite! Nem sempre é fácil ficar sem contato com as amigas (que continuam com corpos intactos, almoços de trabalho, roupas da moda, viagens de final de semana…), com um mundo que vá além de fraldas, peito, chupeta, mamadeira, introdução alimentar, coco ou peso. Alguns dias, a saudades e a necessidade de falar com alguém que responda em palavras aos nossos estímulos vai ser tão grande que deixamos até de almoçar para conversar ao telefone por míseros minutos, é verdade. Mas na maioria das vezes, é mais fácil a gente ler a mensagem e esquecer de responder, a gente receber o telefonema e não poder atender….

7 – VOCÊ NÃO TRABALHA, ENTÃO VOCÊ NÃO VAI ENTENDER

O Brasil está passando por uma super crise econômica e tem muita gente com medo da demissão, que anda se espalhando pelos quatro cantos do país, não é? Então, ouse tentar contestar um pensamento sobre esse período sórdido que você logo escutará: você não entende, você nem trabalha…

O que as pessoas não sabem é que, de verdade, a maternidade em tempo integral não maculou os nossos pensamentos críticos e não impossibilitou a nossa inteligencia de funcionar. Ou seja, estar trabalhando em casa não me incapacita de ter opinião própria. #ficaadica

8 – EU NÃO CONSEGUIRIA FICAR EM CASA O DIA INTEIRO COM OS MEUS FILHOS 

Realmente, essa não é uma missão das mas fáceis mesmo não. Ficar o dia inteiro com um filho, as vezes, dá um certo desespero e cansaço extremo, mas não gosto quando me olham como se eu estivesse doida e me dizem “eu não conseguiria ficar no seu lugar”. Eu não estou realizando nenhuma pesquisa mirabolante sobre cura de doenças raras. Não! Eu estou apenas, simplesmente, cuidando dos meus filhos e sendo feliz, apesar dos pesares.

9 – SEU MARIDO TE AJUDA COM AS TAREFAS DA CASA? 

Estar em casa o dia inteiro faz com que as pessoas pensem que você virou faxineira, cozinheira e arrumadeira para o seu próprio marido. Claro que existem mães em tempo integral que são sobrecarregadas e assumem de forma solitária as tarefas do lar e dos filhos. Não julgo quem vive essa condição e consegue ser feliz dessa forma! Mas te garanto que ter no marido ou companheiro, um parceiro na divisão das tarefas e cuidados é um facilitador de vida, aliviando e engrandecendo a nossa missão.

10 – NOSSA! COMO VOCÊ É CORAJOSA. (quando corajosa significa doida)

Essa, sem dúvidas, é uma das frases que mais escuto. Antes de ter filho, eu acreditava que ser mãe em período integral era um absurdo! Como uma mulher que lutou para estudar, conquistou espaço no mercado do trabalho, lutou tanto pela igualdade de gênero, larga tudo para ficar em casa e cuidar dos filhos? Pois é, eu já pensei assim. Até que fui mãe e paguei a língua. Eu só consegui descobrir que ser mãe em tempo integral não era loucura, quando minha filha mais velha tinha 5 meses e eu saí para trabalhar. Ela teve febre e eu sofri, mas segui em frente porque na época não tinha o poder de escolher outra realidade. Sofremos juntas e ali eu decidi, com ônus e bônus, que caso viesse a ter outro filho eu queria fazer diferente. Ia pausar SIM a minha carreira para cuidar de quem mais depende e precisa de mim.

Uma mãe em tempo integral não é louca, nem é apenas corajosa. Muitas mulheres gostariam de tomar essa decisão, mas não podem (seja por necessidade financeira ou realização profissional) optar por ficar em casa e se dedicar integralmente a um filho.

Nao existe certo ou errado na maternidade, existem escolhas e elas são pessoais e devem ser respeitadas, sempre. Respeite a mãe que decidiu pausar a carreira para investir no futuro dos filhos, no futuro da humanidade. Não há nada de louco, insano, corajoso, rico… Nessa decisão!

Beijos,

Ananda Urias
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‘Eu me recuso a ser assistente pessoal da minha filha’

Quando a espanhola Noelia Lopez-Cheda passou a participar de um grupo de Whatsapp entre os pais dos colegas de escola de sua filha, ela achou que seria uma ótima ideia. Alguns meses depois, estava totalmente arrependida. Ela decidiu sair do grupo – e seu relato sobre os motivos que a fizeram mudar radicalmente de ideia virou um sucesso na internet.

Mas o que aconteceu?

“Pensei que seria uma boa forma de ficar em contato com os outros pais e saber de atividades, notícias e eventos importantes. Para muitos pais ocupados, era uma forma de economizar tempo”. Mas logo o grupo “virou um monstro”, segundo ela. Noelia passou a viver em meio a um turbilhão de mensagens sobre deveres de casa, leituras recomendadas e notas de provas.

O telefone apitava a noite toda, e a memória do celular de Noelia foi em boa parte consumida pelo grande volume de mensagens sobre a vida escolar de sua filha, Emma. Até que, em certo dia, Noelia diz ter “visto a luz”.

Ela havia acabado de chegar em casa do trabalho quando Emma, na época com 9 anos, disse que havia esquecido de trazer para casa o dever de matemática e pediu para a mãe pedir uma cópia dos exercícios pelo grupo de Whatsapp.
Noelia pegou o telefone imediatamente e começou a escrever uma mensagem, mas parou subitamente.
“Olhei para o celular e pensei: ‘O que estou fazendo? Chega'”, ela contou em seu blog.

Consequências
Apesar da reclamação de sua filha, a menina teria que ir para a escola no dia seguinte com as mãos abanando e enfrentar a consequência de ter esquecido de levar o dever para casa.
“Eu me recuso a ser a agenda escolar da minha filha por meio de um grupo de Whatsapp. Eu me recuso a ser quem faz seu dever de casa. Eu me recuso a voltar a ser uma estudante e eu me recuso a ser superprotetora a ponto de assumir as responsabilidades da minha filha”, ela disse neste dia no Facebook, onde o post recebeu muitos comentários dos amigos.

Texto original do blog da Noelia Lopez Cheda

E aí, você vai ser assistente pessoal do seu filho?
Beijos,

Ananda Urias
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A maternidade é…

A maternidade é aquela que vai te acordar de madrugada para aquecer o filho no meio da noite fria, entregar o ursinho que caiu no chão ou levar ao banheiro na escuridão.

A maternidade é aquela que vai te fazer ficar horas a fio na cozinha preparando comida atrás de comida, na tentativa de garantir bons hábitos para as crianças, mesmo sabendo que um dia elas podem negar tudo que você cozinhar.

A maternidade é aquela que vai te fazer gastar todo o seu dinheiro. 

A maternidade é aquela que vai te fazer esquecer como é ter uma noite completa de sono.

A maternidade é aquela que vai te fazer suportar os seus filhos brigando para ver quem vai olhar pela janela do carro primeiro ou sobre quem a mamãe ama mais, e nessas horas você vai querer sumir.

A maternidade é aquela que vai te fazer limpar todo o coco “do mundo” (do seu mundo)

A maternidade é aquela que vai deixar o seu carro tão sujo, mas tão sujo, mas tão sujo que até do seu marido você vai ter vergonha. Ah, um dia alguém ainda vai se espantar com a imensa quantidade de brinquedos que você tem por lá.

A maternidade é aquela que vai te fazer escutar a palavra “POR QUE” um milhão de vezes por dia, e nem sempre ter a resposta para todos os questionamentos.

A maternidade é saber apenas com um toque na testa, quase que exatamente, a temperatura que o seu filho está.

A maternidade é ter estrias pela barriga, seios caídos, pés maiores e barriga flácida (não necessariamente todos juntos ou nessa ordem!).

A maternidade é aquela que vai ter fazer, de uma forma dura, valorizar a sua própria mãe.

A maternidade é aquela que vai te fazer cantar milhões de vezes as mesmas canções infantis para os seus filhos, mesmo que você já esteja enjoada daquela repetição.

A maternidade é aquela que vai te fazer querer ficar sozinha milhões de vezes ao dia, mas quando isso acontecer vai te fazer sentir saudades da casa cheia, das brigas entre irmãos e do barulho de criança.

A maternidade é aquela que vai se sentir ‘meio doente’ várias vezes ao ano, mas lutará com todas as forças para não ficar de cama.

A maternidade é nunca ir ao banheiro ou tomar banho em paz.

A maternidade vai te fazer usar a sua blusa para limpar nariz escorrendo e ter nos ombros sempre marcas de comida.

A maternidade vai te permitir descobrir quem está chegando no seu quarto, apenas pelo som das pisadas no chão.

A maternidade é querer dizer dizer milhões de vezes por dia ‘eu te avisei’.

A maternidade é querer sumir, desaparecer, chorar, gritar… várias vezes por dia e sem parar. Até que o seu filho faça algo engraçado ou fale algo que te faça sorrir, e você vai perceber que tudo que realmente importa na vida está ali na sua frente, sorrindo ou chorando para você. Eles são seus e eles valem a pena todos os muitos sacrifícios da maternidade.

A maternidade é aquela que vai te permitir olhar com amor para os seus filhos e segundos depois, quando eles estiverem brigando ou fazendo birra, você vai querer sumir mais uma vez…

Vivendo e revivendo momentos assim. Isso é a maternidade para mim.

Tradução e adaptação por Ananda Urias de um texto orginalmente escrito por Jill Smokler’s. 

Beijos,

Ananda Urias
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