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vida de mãe

Mãe, larga esse telefone…

Quantas vezes o seu filho te chamou atenção porque você não olhava nos seus olhos ou estava ali de corpo, mas a alma estava vagando por aí? Esse não é um post para te julgar, ao contrário… estou aqui para compartilhar os meus últimos aprendizados e reconhecer como é tentador se tornar refém da internet, do Instagram, e principalmente da sedutora “vida alheia”. Essa é uma história sobre mim, que talvez também seja sobre você. Mas caberá a você decidir se faz sentido ou não para você! Estamos combinadas assim? 😉

poxa! Eu bem sei como é difícil se olhar no espelho e perceber um “quê” de hipocrisia nas minhas convicções e palavras, quando o assunto é telas. Recentemente, a minha pré adolescente me questionou porque eu podia usar por tanto tempo seguido o celular, mas ela não poderia ter um? E pra fechar com chave de ouro, a minha caçula me pediu para olhar em seus olhos enquanto a gente terminava uma brincadeira. “Olha aqui, mãe! Larga o celular, mãe”.

A cabeça ficou a mil, e foi aí que eu comecei a me perguntar sobre quantas horas por dia eu passo na frente de uma tela minúscula que cabe na palma da minha mão? Quantos sorrisos espontâneos eu já perdi porque estava mais entretida com o que se passava bem longe de mim?
Toda vez que eu penso em pegar o celular no meio de uma conversa olho no olho, de uma brincadeira ou um abraço, deixo o LARGA O CELULAR MÃE, ecoar aqui dentro.

Minhas filhas precisam, querem e desejam a minha atenção e presença.

Não estou fazendo do celular o vilão, e nem eu sou a princesa indefesa dessa história, nem seria louca de dizer para cancelarmos a tecnologia e voltarmos para o tempo das cavernas.
Mas foi preciso um “se liga” sincero para que eu partisse em busca do equilíbrio perfeito, aonde eu não fosse mais refém do celular e não me permitir mais enxergar os meus filhos através de uma tela.
Minhas filhas precisam do meu olhar, tanto quanto eu preciso delas.
Mãe, larga o celular e vai brincar. ❤️

Texto: @maezice por Ananda Urias

Lanchinho para as crianças – leite fermentado Danoninho

Oi, pessoal! Tudo bem? Espero que sim! 🙂 Quem me segue lá no Instagram (segue lá, @maezice) já estava sabendo que eu tinha sido convidada para provar no dia a dia o novo produto da marca Danoninho, o Leite Fermentado Danoninho. O novo leitinho fermentado não tem conservantes e nem corantes, mas manteve aquele gostinho de infância que a gente ama. Não dá pra esquecer de contar que além de delicioso, ele ainda tem milhões de lactobacilos vivos que fazem um bem danado para o nosso corpo. O Leitinho Fermentado Danoninho entra pra facilitar os nossos dias mais corridos, e estão fazendo parte – pelo menos 3 vezes por semana, dos lanchinhos da escola.

Uma sugestão de lanchinho equilibrado, e que faz o maior sucesso por aqui, é: pãozinho integral com creme de ricota, uma frutinha – escolha uma que seja da preferência da sua criança (as que fazem mais sucesso no nosso dia a dia aqui são: maçã, banana, uva, melancia e manga) e o Leitinho Fermentado Danoninho! 🙂 É um lanchinho sucesso, na certa!

E se você aí tá se perguntando se as meninas curtiram o leitinho fermentado, a resposta é: SIM! ELAS AMARAM! Ah, e não só elas, tá? A gente também amou!

Espero que vocês tenham curtido a dica e não deixem de me contar se provarem o Leitinho Fermentado Danoninho! Vou adorar saber o que vocês acharam.

Beijos, Ananda Urias

*Conteúdo patrocinado pela Danoninho.

Me perdoe pelas coisas que disse quando estava com sono

Eu consigo sobreviver comendo, em pé, um pão com manteiga, usando coque no cabelo por uma semana (😲), saindo pra levar e buscar as crianças no melhor estilo mendiga-dona-de-casa-mae-trabalhadora-sem-vida-própria, mas sem dormir? Ainda não aprendi a viver bem assim. 🤦🏼‍♀️ Já são anos sem dormir uma noite completa de sono, porque quando Alice decide dormir uma noite toda, Lara inventa de acordar com medo de alma penada. 😫
E o pior de tudo é que com sono, eu não sou eu. Depois fico triste, frustrada, me culpando por não ter o controle total da situação… mas eu tô cansada, exausta, querendo só um pouco de normalidade nessa loucura.
É, talvez seja pedir demais tudo isso. A vida com filhos é uma montanha russa de emoções!
E lembre-se, filho: me perdoe pelas coisas que eu disse qnd estava com sono. Tinha um monstro vivendo dentro de mim. 👻
Texto: @maezice por Ananda Urias

Tudo sobre a minha mastopexia (plástica para seios caídos)

Assim que me tornei mãe pela primeira vez, há mais de 7 anos atrás, me deparei com uma realidade ainda desconhecida por mim: meus seios, que sempre foram ‘normais’, ganharam uma flacidez que me deixou triste e abalou a minha auto estima. Nesse período, em uma ida ao cirurgião plástico, decidimos colocar silicone. Escolhemos uma prótese de 300 ml, que completou de forma perfeita o espaço que estava sobrando por lá!

Depois da segunda filha, foi necessário passar por mais uma intervenção cirúrgica, dessa vez a mastopexia (cirurgia que levanta seios caídos!). Para falar de forma mais detalhada, gravei um vídeo para o nosso canal do Youtube (Se inscreva aqui!), respondendo as perguntas mais frequentes das nossas seguidoras nas redes sociais. Tá querendo saber mais detalhes sobre a cirurgia? Aperta o play e vem com a gente!

Se quiser fazer perguntas, deixe nos comentários. Será um prazer imenso te ajudar nessa descoberta!

Beijos,

Ananda Urias
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Você não precisa ser uma SUPER mãe

Filho, me perdoe mas não serei a sua super mãe, nem a sua super heroína, muito menos a sua super protetora. Gostaria de contar em primeira mão, que eu não espero que você seja um super filho, nem tenham super poderes para me agradar.

Seja apenas você, dê sempre o seu melhor em tudo, mas deixe a sua capa de “super” em casa. Melhor, jogue fora, nunca use, abominem os poderes que a sociedade insiste em impor – a nós mulheres. De super mesmo, desejo à você apenas AMOR.

Ontem, escutei uma conversa entre mães que se diziam “super” porque cuidavam de seus filhos, davam “conta” do marido, limpavam a casa, trabalhavam, tudo junto e ao mesmo tempo. Mulheres de garra, mas visivelmente abaladas, cansadas, estafadas. Prontas para desmoronar por dentro, mas por fora mantendo a capa de super mãe intacta.

Quando a barra da sua vida ficar pesada, não se acanhe em pedir ajuda. Super pessoas não existem… E quem assim se denomina, perde tempo demais lutando por um ideal de força e superação, competindo e idealizando, enquanto poderia estar simplesmente vivendo e amando.
Seja humilde, reclame, chore, escancare as suas dores para quem as amam. Peça ajuda, perdão, conselhos, na maternidade e na vida.
Você não vai dar conta de tudo sozinha, e não há mal nenhum nisso…

O amor incondicional é o único poder que desejo ter, e ele existe apenas por você!

Mãe, deixa a tua capa de super heroína em casa, amiga. Vamos aprender a ser “apenas” mãe de carne e osso…

Texto: Ananda Urias

Ananda Urias
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Festa Infantil – Picnic em casa

Oba! Hoje é dia de festinha do Mãezice! 🙂 Venho falando aqui no blog, desde o começo do ano, que a simplicidade é a grande tendência para as festas infantis. Não precisamos de grandes super produções, e nem de grandes orçamentos para realizar uma festa linda para as nossas crianças! E a festinha de hoje segue a linha simples, chique e lindo.

A mamãe Isiana é decoradora de festas e decidiu fazer uma festa com o tema Picnic, para comemorar o primeiro aniversário do seu filho Vicente. Ela aproveitou o jardim verde do seu prédio, perfeito para um picnic, e transformou o espaço com pallets, personalizados, docinhos personalizados, suquinhos e muitas delicinhas. Tenho certeza de que você vão amar, tanto quanto eu amei essa festinha! Vem com a gente.

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FORNECEDORES FORTALEZA – Decoração: Isiana Ventura Decor / Fotografia: Estúdio Nós (Camila Ávila) / Bolo: Ateliê Bolo di Bolo/ Buffet: Soldon Gourmet

Parabéns a todos os fornecedores e em especial a Mamãe Isiana, que arrasou no planejamento e organização da festinha! Eu amei e tenho certeza de que vocês também amaram! 🙂
Beijos,

Ananda Urias
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10 coisas que nunca deveriam ser ditas para uma mãe que ‘trabalha fora’

Você é apaixonada pela sua profissão ou simplesmente não pode (ou não quer) abrir mão do seu salário, seja ele apenas para você ou para auxiliar nos custos da casa? Não importa, a decisão de trabalhar fora é sua e deve ser respeitada! A grande verdade é que a sociedade NUNCA está satisfeita com as nossas escolhas, e você vai escutar (em algum momento) comentários desnecessários e que poderão até te magoar de verdade. Sendo assim, para te ajudar, resolvi fazer um post com 10 COISAS QUE NUNCA DEVERIAM SER DITAS PARA UMA MÃE QUE TRABALHA FORA. Tenho certeza de que você vai gostar.

1- “Eu nunca deixaria meus filhos serem criados por outra pessoa”

Mães que trabalham fora de casa, de forma tradicional, PRECISAM contar com a AJUDA de uma escolinha ou avó ou babá, mas isso NÃO significa que existe outra pessoa criando o nosso filho. Só uma mãe sabe que mesmo fora de casa, seja por necessidade ou escolha, estamos sempre perto.

2 – “Nossa, não é difícil passar o dia inteiro longe dos seus filhos” 

É difícil sim! Mas a gente não precisa de ninguém lembrando o tempo inteiro que essa é uma escolha difícil de se fazer! Basta por si só a saudades e a própria culpa (que não deveria existir!) que nos impomos por não estarmos ao lado do nosso filho em tantas descobertas. Então, se não tem nada de bom pra falar… que tal se calar?

3- “Deve ser bom passar o dia todo fora” (quando bom significa fácil)

Não podemos negar que almoçar e ir ao banheiro sem companhia é agradável (e a mãe que disser ao contrário tá mentindo!), mas também é difícil perder momentos dos nossos filhos que muitas vezes são as suas primeiras descobertas. Na época da minha primeira filha, eu admito que esse era a única coisa que me deixava triste, pois eu amava o meu trabalho e amo me sentir intelectualmente produtiva.

4- “Você deve realmente amar o seu trabalho”

Não podemos amar o nosso trabalho? Parece que quando viramos mãe, nosso direito de amar se restringe ao nosso filho. E olha, não é bem assim.. Mãe tem o direito de amar o seu trabalho, se sentir produtiva, amar dormir (mesmo que não o faça com a frequência que gostaria), amar ir ao salão, a acadêmia, sair com o companheiro ou sair para paquerar, SER MULHER… além de ser mãe.

5- “Eu não sei como você consegue”

Não somos super heroínas e não precisamos ser, essa é a ÚNICA VERDADE ABSOLUTA DA MATERNIDADE.  Vamos errar sim! Vamos acertar também. Sabe como eu conseguia sair de casa todo para trabalhar? Sendo feliz com aquilo que eu fazia, sendo feliz com o dinheiro no bolso para suprir as necessidades da minha filha, sendo feliz com o amor que eu recebia e dava quando estávamos juntas, sendo integralmente presente quando eram os nossos momentos. Sendo feliz, fazia a minha filha feliz. Simples assim!

6 – Se você cortar algumas despesas, vai conseguir ficar em casa com os seus filhos!

Pode até ser, mas quem disse que eu quero cortar despesas? quem disse que eu quero ficar em casa? quem disse que eu não quero ir pro meu trabalho e cumprir as minhas funções profissionais? Essa escolha é pessoal e cabe apenas a mãe (e a sua família). De resto, o silêncio é ouro.

7 – Você poderia começar a fazer scrapbook de casa…

Mas, quem disse mesmo que eu queria ficar em casa?

8 – Quando estiver em casa, dê bastante atenção para eles!

Esse era um dos ‘conselhos’ que mais me irritavam! Nenhuma mãe precisa desse conselho, te garanto. Ela espera ansiosa pela hora de voltar para casa para poder abraçar o seu filho, descobrir as novidades do dia, botar para dormir agarradinho…

9 – “Você não precisa de uma promoção no trabalho, você tem filhos, né?”

TODA mãe no mercado de trabalho sofre algum tipo de preconceito por ser mãe, como se isso a impossibilitasse de ser uma boa funcionária, gestora, diretora… Mas as mulheres adquirem qualidades incríveis depois que são mãe!  Elas são pacientes, persistentes, sabem trabalhar da melhor maneira ainda que no caos, sabem fazer mil coisas ao mesmo tempo, mas ainda são subestimadas, sofrem preconceito e perdem espaço no mercado de trabalho por causa dos seus filhos.

Cabe a mulher decidir se está na hora de receber uma promoção no trabalho, aumentar as suas funções e se dedicar ainda mais a uma nova equipe. Cabe apenas a ela, e a mais ninguém!

10 – Você tem algum familiar ou amigo para cuidar dos seus filhos em caso de doença? 

Em entrevista de trabalho, quem nunca teve que responder a essa pergunta? É triste ver que o mercado de trabalho ainda não sabe acolher as mães. Elas são pacientes, persistentes, sabem trabalhar da melhor maneira ainda que no caos, sabem fazer mil coisas ao mesmo tempo, mas ainda são subestimadas, sofrem preconceito e perdem espaço no mercado de trabalho por causa dos seus filhos. Algum dia, talvez, as empresas vão perceber que liberar a sua funcionária no dia que o seu filho está doente, para levar ao médico ou para assistir a apresentação de dia das mães na escolinha, só a transforma em funcionária ainda mais motivada e fiel.

Maternidade não é doença e não incapacita uma mãe a ser profissional e mulher. Tá passando da hora de vermos as empresas se rendendo aos encantos e qualidades de uma mãe profissional! Elas tem muito para dar, não tenho dúvidas disso.

Leia também: 10 coisas que nunca deveriam ser ditas para uma mãe em período integral 

Quem concorda?

Ananda Urias
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Maternidade ideal é aquela que te faz feliz

Não adianta ter comida fresca e orgânica todos os dias, se no tempero vai stress. Brinquedo de madeira, BLW, parto natural, desmame natural, homeschooling, waldorf, açúcar nem pensar!, fralda de pano, disciplina positiva, criação com apego, colo, colo, colo, tanto colo até doer, que dói as costas e a escolha que não sabe se fez.

Não existe pacote completo, certo é o que conversa com cada realidade. Filhos não querem utopia parental, mas sim presença sincera, troca leve que flutua pela roupa suja acumulada, marmita congelada, lambida no chão. Não existe perfeição.

Deixa a bagunça pra lá, ela pode esperar. Que aumente, implore, mas hoje eu não vou me importar. Quero olho no olho, paz que floreia a casa toda. Vamos em etapas, o quanto der, o que eu quiser. Pode não ser o melhor, mas é, porque melhor é estar bem com você.

Liberdade, liberdade! Maternidade ideal? Aquela que te deixa leve e feliz.

Texto: Marcela Feriani

Lindo, né? Eu adorei e tenho certeza de que vocês vão amar. 🙂

Beijos,

Ananda Urias
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É difícil ser uma boa mãe quando se está cansada

É difícil ser uma boa mãe quando a paciência falta.
É difícil ser uma boa mãe quando se está adoentada, com fome, com sono, com problemas que nos tiram o juízo, com questionamentos que nos fazem perder a paz.

É impossível ser uma boa mãe sempre.

É difícil ser uma boa mãe quando tudo que te dizem traz culpa e dor,  quando falta empatia, afago e carinho. Quando tudo que a gente mais precisava era de um café para esquentar o coração e um pedaço de bolo para adoçar o dia.

Não sou uma boa mãe todo dia, e tudo bem por isso. Eu sofro, eu choro, me despedaço… Mas lá no fundo, eu sei que eu fiz o meu possível, dei o meu melhor.

Alguns dias são mais duros do que outros, é verdade.

Hoje vou dormir perguntando “onde foi que eu errei”, mas sei que ao acordar e me deparar com dois sorrisos pequenos vou me convencer que está tudo bem.

E está tudo bem se eu não sou perfeita. Está tudo bem!

Texto: Ananda Urias

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Ser mãe solo é f.o.d.a

Ser mãe solo é foda. Me perdoem o palavrão, mas não existe outra palavra que possa expressar genuinamente a carga dessa missão! F-o-d-a.

Eu não aguento mais escutar que mãe solo é heroína, guerreira, mulher de fibra, corajosa… super heróis são auto suficientes, salvam o mundo, encontram solução para todos os problemas. E mãe solo… bem… ela tá cansada, chora escondida, queria mudar o rumo da história, se sente impotente, muitas vezes perdida, injustiçada… e por aí vai.

O texto abaixo não foi escrito por mim, até porque minha história não é bem assim. Mas essa é a história de muitas mães solo, e tocou fundo aqui. Por isso, quero compartilhar com vocês! Se você é mãe solteira, leia. Se não é, leia também. Talvez da próxima vez que a sua amiga mãe solo trocar de namorado, você compreenda um pouco melhor o que ela vive… Vamos gerar empatia.

“São quase 15h. Meu filho está no meu sofá vendo desenho e me pedindo almoço que eu não fiz.
Hoje é o final de semana do pai, que começou a contar das 9h de sábado e vai até as 18h de domingo. O pai chegou cedo, milagrosamente, mas por volta do meio dia foi cortar o cabelo e não voltou ainda. Meu filho tá pulando no sofá e eu tô cansada de ser mãe. Eu queria ser pai.
Semana passada era o final de semana dele, mas fiquei sabendo na quinta que ele ia pra África, olha só que legal, mais uma viagem internacional, e eu nem passaporte tenho. Claro que eu fico com meu filho e desmarco meu rolê com meu namorado, minha foda atrasada em uma semana a mais, uma a menos, que diferença faz? Eu sou mãe, né não?
Ele tem pós na USP, mestrado na UFMG, fala um inglês fluente com certeza. Eu não consigo nem frequentar meu cursinho todos os dias da semana. Saio todo dia na penultima aula pra pegar meu filho na escola particular que ele paga. Bom pai, paga pensão alta, tenho que valorizar. Né, não?
Ele nunca namorou depois que nos divorciamos, não precisa assumir ninguém, a vida sexual dele é livre. O filho nunca fez ele desmarcar um compromisso de sexo casual, nunca teve uma febre e ele precisou largar o pernoite pra ir pro P.S.
Já eu, já eu, sempre de namoro em namoro, sempre morando junto, sempre transando no chuveiro, senão eu não transo. Só posso gozar depois que o filho dormir, isso se eu tiver disposição.
Foi pra França, trouxe a Torre Eiffel: bom pai.
Foi pra Maputo, atrasou a visitação mais um final de semana, trouxe uma girafa: bom pai.
Foi pra Recife, trouxe um lampeão: bom pai.
Paga pensão descontada na folha: bom pai.
Nunca ficou 15 dias seguidos com o filho de 6 anos: bom pai, estava trabalhando para pagar pensão senão vai preso.
Mãe mora junto com o primeiro namorado pra dividir conta e poder foder, porque mãe também fode: puta.
Mãe não tem formação universitária: vive de pensão. é puta.
Mãe termina com o primeiro namorado: não sabe formar família. é puta.
Mãe fica desempregada e usa parte da pensão pra pagar despesas: vive do dinheiro do ex, é puta.
Mãe ajunta com o segundo namorado pra dividir aluguel e conseguir foder no chuveiro: é puta, trazendo outro macho pra dentro de casa.
Mãe pensa em sumicído (sumir ou suicídio-algo que não magoe o filho: ah, não tem essa opção)
Foda-se a mãe egoísta que quer desistir.
Vai ter que aguentar a pressão pra não desgraçar a vida do filho. Se vira, mãe.
Mãe tá esgotada. Mãe não fode. Mãe não pode. Mãe não presta.
Mãe é puta. Bom é o pai.”

L.G.

Texto anônimo, via fan page Cadê Você? 

Foto: Rita Pinheiro Braga

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A maternidade é…

A maternidade é aquela que vai te acordar de madrugada para aquecer o filho no meio da noite fria, entregar o ursinho que caiu no chão ou levar ao banheiro na escuridão.

A maternidade é aquela que vai te fazer ficar horas a fio na cozinha preparando comida atrás de comida, na tentativa de garantir bons hábitos para as crianças, mesmo sabendo que um dia elas podem negar tudo que você cozinhar.

A maternidade é aquela que vai te fazer gastar todo o seu dinheiro. 

A maternidade é aquela que vai te fazer esquecer como é ter uma noite completa de sono.

A maternidade é aquela que vai te fazer suportar os seus filhos brigando para ver quem vai olhar pela janela do carro primeiro ou sobre quem a mamãe ama mais, e nessas horas você vai querer sumir.

A maternidade é aquela que vai te fazer limpar todo o coco “do mundo” (do seu mundo)

A maternidade é aquela que vai deixar o seu carro tão sujo, mas tão sujo, mas tão sujo que até do seu marido você vai ter vergonha. Ah, um dia alguém ainda vai se espantar com a imensa quantidade de brinquedos que você tem por lá.

A maternidade é aquela que vai te fazer escutar a palavra “POR QUE” um milhão de vezes por dia, e nem sempre ter a resposta para todos os questionamentos.

A maternidade é saber apenas com um toque na testa, quase que exatamente, a temperatura que o seu filho está.

A maternidade é ter estrias pela barriga, seios caídos, pés maiores e barriga flácida (não necessariamente todos juntos ou nessa ordem!).

A maternidade é aquela que vai ter fazer, de uma forma dura, valorizar a sua própria mãe.

A maternidade é aquela que vai te fazer cantar milhões de vezes as mesmas canções infantis para os seus filhos, mesmo que você já esteja enjoada daquela repetição.

A maternidade é aquela que vai te fazer querer ficar sozinha milhões de vezes ao dia, mas quando isso acontecer vai te fazer sentir saudades da casa cheia, das brigas entre irmãos e do barulho de criança.

A maternidade é aquela que vai se sentir ‘meio doente’ várias vezes ao ano, mas lutará com todas as forças para não ficar de cama.

A maternidade é nunca ir ao banheiro ou tomar banho em paz.

A maternidade vai te fazer usar a sua blusa para limpar nariz escorrendo e ter nos ombros sempre marcas de comida.

A maternidade vai te permitir descobrir quem está chegando no seu quarto, apenas pelo som das pisadas no chão.

A maternidade é querer dizer dizer milhões de vezes por dia ‘eu te avisei’.

A maternidade é querer sumir, desaparecer, chorar, gritar… várias vezes por dia e sem parar. Até que o seu filho faça algo engraçado ou fale algo que te faça sorrir, e você vai perceber que tudo que realmente importa na vida está ali na sua frente, sorrindo ou chorando para você. Eles são seus e eles valem a pena todos os muitos sacrifícios da maternidade.

A maternidade é aquela que vai te permitir olhar com amor para os seus filhos e segundos depois, quando eles estiverem brigando ou fazendo birra, você vai querer sumir mais uma vez…

Vivendo e revivendo momentos assim. Isso é a maternidade para mim.

Tradução e adaptação por Ananda Urias de um texto orginalmente escrito por Jill Smokler’s. 

Beijos,

Ananda Urias
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